Chanceler argentino renuncia por falta de apoio do governo
Chanceler argentino renuncia por falta de apoio do governo
O chanceler da Argentina, Jorge Taiana, apresentou nesta sexta-feira (18/6) sua renúncia à presidente Cristina Kirchner. De acordo com a imprensa, o motivo de sua decisão seria a falta de apoio para desenvolver suas ações na área de Política Externa.
Segundo a agência DyN, a renúncia se deve à “falta de apoio e diferenças” com o governo. “Apresento minha renúncia indeclinável ao cargo de Ministro das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto da Nação”, afirmou Taiana em um comunicado.
O diplomata apontou ainda que tomou a decisão “após manter uma conversa” com a presidente, na manhã desta sexta-feira.
Fontes próximas ao ministro afirmaram, ainda de acordo com a agência DyN, que o argentino não contava com apoio para implementar “decisões políticas que afetam o desenvolvimento da Política Externa da Argentina”.
Taiana assumiu o posto em 1º de dezembro de 2005. Antes, em 25 de maio de 2003, o então presidente Néstor Kirchner, que governou até 2007, o havia designado a vice-chanceler. Logo que assumiu o comando da Argentina, em dezembro de 2007, Cristina o ratificou no cargo.
Segundo a agência Télam, o ministro será substituído por Héctor Timerman, atual embaixador do país nos Estados Unidos.
Novo chanceler
O chefe de gabinete da presidência argentina, Aníbal Fernández, confirmou que Héctor Timerman será o novo chanceler do país, em substituição a Jorge Taiana, que renunciou ao cargo.
“O novo chanceler da República da Argentina é o atual embaixador nos Estados Unidos, o senhor Héctor Timerman”, declarou Fernández.
O chefe de gabinete ainda indicou que a presidente argentina, Cristina Kirchner, aceitou a renúncia de Taiana, “por razões estritamente pessoais”. Os dois teriam conversado nesta manhã, quando o diplomata argumentou que sua posição era “indeclinável”.
O novo chanceler argentino foi perseguido pela ditadura militar do país (1976-1983) e se exilou nos Estados Unidos durante parte desse regime, de onde pediu a libertação de seu pai, que fora sequestrado.
Além disso, Héctor Timerman foi co-fundador da organização Human Rights Watch e é membro da Assembleia Permanente pelos Direitos Humanos em Buenos Aires entre 2002 e 2004.
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