Domingo, 10 de maio de 2026
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O ministro de relações exteriores da Argentinachanceler argentino, Héctor Timerman, destacou a “unidade” dos países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), cujos líderes se reuniram nesta madrugada em caráter de urgência para discutir a crise iniciada no Equador ontem com protestos de policiais.

“Foi realmente impressionante a demonstração de unidade dos presidentes da Unasul e a liderança da presidente [da Argentina, Cristina Kirchner,] frente ao desafio de terminar com o golpismo na América Latina”, disse o chanceler em declarações a uma rádio local nesta sexta-feira (1º).

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Nesta quinta-feira, o Equador foi palco de violentos protestos de policiais contra uma lei aprovada na véspera que reduziria benefícios econômicos. Em diversas cidades eles construíram barricadas e incendiaram pneus, e tomaram quarteis de Quito. O aeroporto da capital permaneceu fechado por boa parte do dia depois que militares invadiram a pista. Calcula-se que o saldo da rebelião seja de pelo menos dois mortos e mais de 70 feridos.

O presidente Rafael Correa — que ficou impedido, por cerca de 12 horas, de deixar o hospital ao qual foi levado depois de ser ferido durante os protestos — e outras autoridades equatorianas acusaram uma tentativa de golpe de Estado, o que foi respaldado pelos líderes da região que se reuniram nesta madrugada em Buenos Aires.

Estiveram presentes — além de Cristina e do secretário-geral da Unasul, o ex-mandatário argentino Néstor Kirchner — os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez; da Bolívia, Evo Morales; do Chile, Sebastián Piñera; da Colômbia, Juan Manuel Santos; do Peru, Alan García; e do Uruguai, José Mujica. Representando o Brasil, compareceu o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Na declaração final do encontro, os líderes condenaram “energicamente a tentativa de golpe de Estado e o posterior sequestro” de Correa, e expressaram “o pleno respaldo ao presidente constitucional da República do Equador”.

Durante a reunião, que durou cerca de três horas, os membros da Unasul também decidiram enviar seus chanceleres a Quito para apoiar o mandatário equatoriano. Timerman é um dos ministros que estará na comitiva, que partirá de Buenos Aires às 11h.

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Chanceler argentino destaca 'unidade' da Unasul em crise do Equador

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