Chanceler argentino afirma que acordo com Uruguai sobre rio foi 'êxito'
Chanceler argentino afirma que acordo com Uruguai sobre rio foi 'êxito'
O chanceler argentino, Héctor Timerman, declarou que explicará aos cidadãos de seu país que protestaram durante mais de três anos contra uma fábrica localizada na margem uruguaia do Rio Uruguai que o acordo firmado com o governo vizinho foi “um êxito”.
“Não estamos falando de nacionalismos, mas de proteção do meio ambiente”,afirmou ontem (1/8) o ministro de Relações Exteriores, aludindo às negociações entre a presidente Cristina Kirchner e seu homólogo José Mujica sobre o controle conjunto da região da fronteira.
O monitoramento ambiental compartilhado foi recomendado pela Corte Internacional de Justiça, em Haia, que julgou uma demanda encaminhada pela Argentina em 2006 sobre a instalação de uma indústria de pasta de celulose no outro lado do Rio Uruguai, na localidade de Fray Bentos.
Em abril, ao comunicar sua sentença, o tribunal admitiu o desrespeito da parte do governo uruguaio do Tratado do Rio Uruguai, com a autorização unilateral para a construção da fábrica, mas negou que o empreendimento poluísse o limite natural, como alegavam os argentinos.
À espera do resultado das discussões entre ambas partes após a decisão de Haia, moradores de Gualeguaychú, que faz fronteira com Fray Bentos, levantaram o bloqueio que mantinham há cerca de quatro anos sobre a ponte General San Martín. A suspensão do protesto por um prazo de 60 dias visava que as duas nações pudessem negociar.
A reunião entre Mujica e Cristina, na qual foi discutido o controle ambiental compartilhado do rio, foi realizada na última quarta-feira em Buenos Aires.
Timerman assegurou que no próximo encontro que terá com os ambientalistas de Gualeguaychú explicará “claramente porque considero que isto é um êxito, que não estamos falando de nacionalismos, mas da proteção ao meio ambiente”.
Segundo informou a imprensa local, o chanceler garantiu acreditar que foi alcançado “um acordo mais importante” com o Uruguai e que ficou claro que aos dois governos “importa a proteção” da natureza. “Sobretudo, e nisso creio que haja alguma organização ecologista que se oponha, ambos países se comprometeram a controlar o meio ambiente de todo o Rio Uruguai”, completou.
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