Cerca de dois mil corpos são achados na costa de Miyagi, no Japão
Cerca de dois mil corpos são achados na costa de Miyagi, no Japão
Cerca de dois mil corpos foram encontrados nesta segunda-feira (14/03) no litoral oriental de Miyagi (nordeste do Japão) três dias depois do terremoto de 9 graus de magnitude que atingiu o Japão. A apuração oficial da tragédia, porém, se mantém por enquanto em quase 1,6 mil mortos e mais de 1,4 mil desaparecidos.
Mil corpos foram achados na península de Ojika e outros mil na cidade de Minamisanriku na província de Miyagi, segundo a agência Kyodo. Nesta comunidade litorânea, as autoridades ainda não puderam localizar desde a sexta-feira cerca de 9,5 mil pessoas, a metade da população.
No entanto, alguns meios de imprensa acreditam que é possível que muitos destes desaparecidos fugiram a tempo para a vizinha localidade de Tome, também em Miyagi.
Leia mais:
Vulcão no sul do Japão entra em erupção
Acidente nuclear é avaliado em nível 4 e coloca Japão em alerta
Forte explosão em usina nuclear de Fukushima deixa quatro feridos
Japão confirma vazamento de 'quantidades mínimas de radiação' de usina nuclear
Galeria de imagens: Terremoto de magnitude 8,9 e tsunami atingem costa do Japão
Japão declara estado de emergência em usina nuclear de Onagawa e assume risco de nova explosão em Fukushima
O número oficial de 1.627 mortos também exclui entre 200 e 300 cadáveres que se constataram, mas que ainda têm que ser recuperados pelas equipes de resgate em Miyagi, a província mais afetada pelo terremoto e posterior tsunami.
Cerca de 100 mil militares na operação de salvamento continuam vasculhando a região na busca de vítimas presas sob os escombros ou arrastadas mar adentro pela onda gigante de dez metros de altura.
Em muitos núcleos urbanos, como a cidade de Sendai, continuam aparecendo corpos nas praias e o trabalho das equipes de resgate se vê dificultado pelas constantes réplicas e a magnitude da devastação causada pelo terremoto, o maior da história do Japão.
Mais de 400 mil habitantes foram evacuados por causa do desastre, a maior crise do Japão desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o primeiro-ministro, Naoto Kan.
A Agência Meteorológica japonesa indicou na noite deste domingo que há 70% de possibilidades que até nesta quarta-feira ocorram réplicas de até 7 graus e várias embaixadas recomendaram a seus cidadãos não viajar para o Japão.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























