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As mulheres latino-americanas continuam a enfrentar discriminação no mercado de trabalho, com salários menores do que os homens, carga horária maior e tempo gasto em atividades domésticas e sem remuneração.

As conclusões estão no relatório “Que tipo de Estado? Que tipo de igualdade?”, apresentado nesta terça-feira (13/7) em Brasília na abertura da 11ª. Sessão da Conferência Regional sobre Mulheres na América Latina e no Caribe.

O relatório da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) revê as conquistas e os desafios enfrentados por governos da região na questão da igualdade de gênero.

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O estudo cita o Brasil, onde as mulheres trabalham um total de 56,6 horas por semana, em comparação com 52 horas dos homens. No México a diferença é ainda maior. Mulheres gastam mais de 76 horas no serviço e os homens, pouco mais de 58 horas.

Dados de 2008 mostram ainda que 31,6% das mulheres com mais de 15 anos de idade na região não tinham renda própria. O desemprego também é maior para quem é do sexo feminino, 8,3% em comparação com 5,7%.

Autonomia

Além disso, as mulheres ocupam a maioria das posições de baixa remuneração e recebem salários inferiores para trabalhos de valor igual.

O documento da Cepal enfatiza que o trabalho forma a base para a igualdade de gênero, por isso é essencial que as mulheres tenham autonomia econômica, física e política.

O relatório ressalta ainda a importância de capacitação de mulheres para que exerçam o direito de escolha, participem em igualdade de condições no mercado e na tomada de decisões.

Segundo a Comissão, políticas públicas são necessárias para que exista um novo pacto social para a redistribuição de trabalho entre homens e mulheres.

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Cepal: mulheres latino-americanas trabalham mais e ganham menos

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