Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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A Confederação Geral do Trabalho (CGT), organizadora da greve geral ocorrida no país nesta quarta-feira (24/01), uma nota pública no final da tarde, na qual afirma que a mobilização reuniu cerca de um milhão de pessoas em Buenos Aires e outras centenas de milhares em diferentes capitais de província no interior do país.

A entidade, que é maior das três centrais sindicais da Argentina, afirmou no comunicado que “o povo argentino fez um alerta: ‘nenhuma crise pode ser usada como desculpa para destruir os direitos fundamentais de todos os argentinos’”.

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As palavras se referem ao projeto conhecido como “Lei Ônibus”, que consiste em um pacote de ajuste com mais de 300 medidas, no qual o governo pretende fazer uma forte redução do papel do Estado na economia do país, com cortes profundos especialmente nos investimentos sociais e nos subsídios aos serviços públicos.

Em outro trecho, a nota afirma que o projeto de Milei foi “desenhado por e para favorecer os grandes grupos econômicos”, e que “a inflação corrói o rendimento de todos e dispara os preços para níveis inacessíveis”.

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CGT

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“Que ninguém se confunda, não defendemos privilégios ou regalias, defendemos o direito ao trabalho digno, o direito a uma reforma digna, o direito à proteção social, o direito à saúde, o direito ao desenvolvimento económico, o direito de explorar os nossos recursos naturais, o direito de manifestação e protesto, o direito ao desenvolvimento cultural e científico”, afirma a nota da CGT.

A central sindical disse que o projeto de Milei “coloca em risco as nossas pequenas e médias indústrias, viola e ignora garantias constitucionais individuais, direitos coletivos e direitos trabalhistas, pune o comércio no mercado interno, coloca em risco a soberania territorial, econômica, alimentar e ambiental, desfinancia a saúde pública, a educação pública, a investigação, as estruturas científicas e as instituições culturais”.