Terça-feira, 5 de maio de 2026
APOIE
Menu

Centenas de jornalistas protestaram esse final de semana no México contra a violência e intimidação aos profissionais de imprensa, dois dias antes da visita ao país de relatores sobre liberdade de expressão da ONU e da OEA (Organização dos Estados Americanos). Foram realizadas manifestações em 14 cidades, com exigências às autoridades de ações diante da crescente violência contra jornalistas.

O protesto serviu também para pedir unidade entre os jornalistas e para condenar a falta de avanços na investigação de 64 assassinatos e 11 desaparecimentos ocorridos no país desde 2000, e para contestar o recrudescimento da violência contra os profissionais de imprensa por parte do crime organizado.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Efe



Protesto de jornalistas contra a criminalidade na Cidade do México

Os organizadores lembraram que o México é “o país mais perigoso do continente (americano) para exercer o jornalismo”, mas não houve uma “atuação urgente do Estado mexicano, dos governos e das autoridades judiciais, federais e estaduais” para conter as agressões. “Pelo menos seis meios de comunicação (jornais, televisões, revistas) foram alvo de balas e granadas, ameaças de bomba e tentativa de incêndio” criminoso, o dobro que em 2009, o que estendeu em muitos deles a autocensura, especialmente no norte.

Mais lidas

O presidente Felipe Calderón iniciou em 2006 uma estratégia de combate frontal ao crime organizado, que provocou uma onda de violência em boa parte do país, da qual foram vítimas mais 28 mil pessoas, entre as quais há cada vez mais jornalistas.

“Estamos protestando para exigir uma investigação exaustiva sobre o paradeiro de colegas desaparecidos”, disse em Monterrey, norte do país, Jesús Oscar González, presidente da associação de jornalistas José Alvarado. “É tempo de lutar por nossas causas. Sempre fizemos pelas causas sociais, mas quando são as nossas não o fazemos”, acrescentou González ao final de uma passeata que protagonizada por mais de 60 jornalistas.

Leia também:

Guerra contra o tráfico é 11 de Setembro mexicano, diz jornalista

Narcotráfico recruta jovens e altera rotina das escolas em Juárez

“Só repressão” não funciona contra crime organizado, diz especialista

Governo mexicano recebe críticas pela atuação no combate ao narcotráfico

Na capital mexicana, cerca de 500 jornalistas protestaram em silêncio, mostrando cartazes com os dizeres “Sem jornalistas não há informação” e fotografias de colegas assassinados, em uma mobilização pacífica que terminou diante da Secretaria de governo (Interior).

Justiça

Eles lembraram que a Procuradoria Federal para Crimes contra Jornalistas ganhou “a desconfiança do sindicato”, pois “em quatro anos exerceu ação penal em três dos 88 casos atendidos” e só apresentou à Justiça 3,4% dos processos que abriu.

“Da justiça, os jornalistas mexicanos só receberam impunidade, porque os crimes não são esclarecidos. Também violência, pois as autoridades federais e locais, civis, policiais e militares são as primeiras envolvidas nas agressões, segundo todos os relatórios das organizações de defesa da liberdade de expressão”, indicaram os organizadores em nota.

A alta comissária adjunta de Direitos Humanos das Nações Unidas, Kyung-wha Kang, quem se encontra de visita ao México, explicou à Agência Efe que as autoridades do país “deveriam iniciar um mecanismo de proteção ao qual os jornalistas possam recorrer imediatamente quando estiverem ameaçados”.

A convite do governo mexicano, OEA E ONU permanecerão no país até 24 de agosto. Está previsto que Botero e La Rue tenham 40 reuniões com atores governamentais e ONGs, e que, ao término da visita, emitam “um relatório com recomendações” em matéria de liberdade de expressão.

Flip 2010:  

Gilberto Freyre disse, sim, que o Brasil era uma democracia racial  

Google não entende os livros, diz historiador Robert Darnton 
 

Análise: a FLIP consagra a cultura do espetáculo 

  


*Com agências

Siga o Opera Mundi no Twitter

Centenas de jornalistas protestam contra violência e intimidação no México

NULL

NULL

NULL