Censo argentino, marcado para esta quarta-feira, não será suspenso
Censo argentino, marcado para esta quarta-feira, não será suspenso
A diretora adjunta do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec), Ana María Edwin, afirmou nesta manhã de quarta-feira (27/10) que o Censo Nacional de População, Vivendas e Lares de 2010, realizado hoje em todas as províncias do país, não será interrompido.
“Vamos fazer o melhor censo de todos, para dar força à presidente Cristina e em homenagem ao ex-presidente Néstor Kirchner”, declarou Ana Maria.
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A diretora acrescentou que dar continuidade ao censo é “obrigação de todos os cidadãos da pátria”. O diretor técnico do instituto, Norberto Itzcovich, confirmou as declarações de que o censo será realizado apesar da “terrível notícia”, em homenagem ao ex-mandatário, e completou: “Queremos reafirmar que vamos seguir cumprindo com o mandato constitucional, por isso continuaremos com o operativo do censo, assim como estava previsto”.
Desde as oito horas da manhã, cerca de 600 mil censores estão visitando as residências do país para a realização do questionário para obter informações sócio-econômicas e populacionais, incluindo aspectos como escolaridade, situação conjugal, emprego, entre outros. Este é o primeiro censo que contabilizará a quantidade de casais homossexuais e de afro-descendentes da Argentina. As entrevistas serão realizadas até às 20 horas de hoje (21h de Brasília) e os resultados devem ser divulgados em meados de dezembro.
A estudante Mariana Rubino, 23, que está trabalhando como censora na região da Praça do Congresso, afirmou ao Opera Mundi, que não recebeu nenhum comunicado de seus supervisores para interromper as atividades programadas para o dia.
Cerca das 10h da manhã, (11h no horário de Brasília), Mariana entrevistava os trabalhadores de plantão dentro do Congresso Nacional, quando soube da morte do ex-presidente: “Estava fazendo uma pergunta sobre residência para um segurança quando escutamos a notícia pelo rádio. Ninguém acreditou, achamos que era uma piada de mau gosto”, conta.
Segundo Mariana, o entrevistado lamentou a previsão de que os eventos fúnebres fossem celebrados no edifício do Congresso, durante o feriado – decretado para a realização do censo – e que o dia, supostamente tranquilo, exigiria mobilização da segurança para receber as pessoas que se aproximassem para homenagear o ex-presidente.
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