Celso Amorim diz que esforço do Brasil sobre questão nuclear iraniana não foi inútil
Celso Amorim diz que esforço do Brasil sobre questão nuclear iraniana não foi inútil
Um dia após o Brasil aderir às sanções impostas ao Irã pela comunidade internacional, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta terça-feira (11/8) que Teerã acena para novas negociações sobre a questão nuclear. Segundo o chanceler, não foram em vão os esforços do Brasil para mediar o acordo sobre a questão nuclear do país persa.
Segundo o acordo, o Irã enviará para a Turquia 1,2 mil quilos de urânio bruto para receber, depois, o produto enriquecido a 20%. Essa poderia ser uma forma de a comunidade internacional apoiar o programa nuclear iraniano.
“Acho que o esforço não foi inútil. Temos um começo de conversa. O Irã tem dito que quer voltar a negociar. Tenho ouvido de vários países do ocidente que eles querem voltar [a discutir o assunto]. Outros [países do ocidente] não são tão claros. Se isso ocorrer [retomada das negociações com o Irã], só terá sido possível que houve essa declaração.”
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Diálogos
Questionado sobre a possibilidade da retomada de negociações com o Irã, Celso Amorim não descartou a possibilidade de o Brasil voltar a discutir com o Irã a questão nuclear, depois do jejum do mês do Ramadã, que começou hoje (11).
“O Irã tem dito que quer voltar a negociar”, disse Amorim à imprensa, ao lembrar que há três semanas esteve em Istambul, com o ministro da Turquia e do Irã, quando foram discutidos aspectos “que permitem essa retomada”.
Para ele, os mesmos países que apoiaram o Brasil a começar as negociações não apostavam no sucesso da iniciativa, o que dificultou o processo, mas não impedirá futuros diálogos.
“Essas conversas, naturalmente, não são definitivas e, segundo, evidentemente, pela sua própria natureza, são sigilosas”, completou, ao declarar que a participação do Brasil é vista com bons olhos pelo governo do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e por países ocidentais.
Amorim justificou a participação do Brasil na questão alegando que o país está engajado em favor da paz e que o programa nuclear iraniano é “potencialmente uma das maiores ameaças” ao mundo, nos dias atuais.
Para uma plateia de estudantes e professores, o chanceler explicou que o acordo seguia as bases da proposta anterior feita pela Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica), apresentada ao país persa pelo Grupo de Viena (Estados Unidos, Rússia e França).
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