Terça-feira, 5 de maio de 2026
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Um dia após o Brasil aderir às sanções impostas ao Irã pela comunidade internacional, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta terça-feira (11/8) que Teerã acena para novas negociações sobre a questão nuclear. Segundo o chanceler, não foram em vão os esforços do Brasil para mediar o acordo sobre a questão nuclear do país persa.

Segundo o acordo, o Irã enviará para a Turquia 1,2 mil quilos de urânio bruto para receber, depois, o produto enriquecido a 20%. Essa poderia ser uma forma de a comunidade internacional apoiar o programa nuclear iraniano.

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“Acho que o esforço não foi inútil. Temos um começo de conversa. O Irã tem dito que quer voltar a negociar. Tenho ouvido de vários países do ocidente que eles querem voltar [a discutir o assunto]. Outros [países do ocidente] não são tão claros. Se isso ocorrer [retomada das negociações com o Irã], só terá sido possível que houve essa declaração.”

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Diálogos

Questionado sobre a possibilidade da retomada de negociações com o Irã, Celso Amorim não descartou a possibilidade de o Brasil voltar a discutir com o Irã a questão nuclear, depois do jejum do mês do Ramadã, que começou hoje (11).

“O Irã tem dito que quer voltar a negociar”, disse Amorim à imprensa, ao lembrar que há três semanas esteve em Istambul, com o ministro da Turquia e do Irã, quando foram discutidos aspectos “que permitem essa retomada”.

Para ele, os mesmos países que apoiaram o Brasil a começar as negociações não apostavam no sucesso da iniciativa, o que dificultou o processo, mas não impedirá futuros diálogos.

“Essas conversas, naturalmente, não são definitivas e, segundo, evidentemente, pela sua própria natureza, são sigilosas”, completou, ao declarar que a participação do Brasil é vista com bons olhos pelo governo do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e por países ocidentais.

Amorim justificou a participação do Brasil na questão alegando que o país está engajado em favor da paz e que o programa nuclear iraniano é “potencialmente uma das maiores ameaças” ao mundo, nos dias atuais.

Para uma plateia de estudantes e professores, o chanceler explicou que o acordo seguia as bases da proposta anterior feita pela Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica), apresentada ao país persa pelo Grupo de Viena (Estados Unidos, Rússia e França).

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Celso Amorim diz que esforço do Brasil sobre questão nuclear iraniana não foi inútil

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