Domingo, 10 de maio de 2026
APOIE
Menu

A presidente de Honduras, Xiomara Castro, que também cumpre mandato temporário no comando da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) “apelou urgentemente” para que os membros do grupo condenem a tentativa de golpe de Estado na Bolívia, perpetrada nesta quarta-feira (26/06). 

“Apelo urgentemente aos presidentes dos países membros da Celac para que condenem o fascismo que hoje ataca a democracia na Bolívia e exijam o pleno respeito pelo poder civil e pela Constituição”, escreveu Castro nas redes sociais. 

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

A mandatária descreveu a ação encabeçada pelas forças militares do país como “mais uma tentativa de um golpe de Estado criminoso” e expressou “apoio incondicional” seu homólogo boliviano, Luis Arce, e ao ex-mandatário e uma das principais figuras políticas do país, Evo Morales. 

Mais lidas

Alfredo Serrano Manc/Twitter
Juan José Zúñiga, comandante chefe das forças armadas do país, declarou que a movimentação militar tem como objetivo “recuperar a Pátria”

Tentativa de golpe

O ex-comandante do Exército boliviano Juan José Zúñiga liderou uma tentativa de golpe nesta quarta-feira (26/06) contra o governo de Luis Arce. Com tanques grupos militares armados, os golpistas cercaram a Praça Murillo em La Paz, local no qual está situado o Palácio Presidencial do país.

Campanha ‘Free Palestina’

No dia anterior, Zúñiga foi afastado do cargo que ocupava desde 2022 após ameaçar Evo Morales por se opor a uma possível candidatura do ex-presidente para a disputa das eleições de 2025.

Zúñiga e os militares invadiram o prédio falando em ‘recuperar a Pátria’.

Após esse primeiro momento, Arce denunciou uma “mobilização irregular de algumas unidades do Exército Boliviano”, enquanto Morales afirmou que os militares estavam “se preparando um golpe de Estado”.

A tentativa foi frustrada após Arce encarar o ex-general e dar posse a novos comandantes militares, sendo eles: José Wilson Sánchez Velasquez, no Exército; Gerardo Zabala Alvarez, na Força Aérea, e Wilson Ramírez, na Marinha.

Durante seu pronunciamento logo após a posse, o novo comandante do Exército, Sánchez Velasquez, ordenou que as tropas mobilizadas nas ruas durante o golpe voltassem imediatamente aos quartéis, o que foi cumprido pelos soldados que, minutos antes, estavam obedecendo a Zúñiga.

Por usa vez, o presidente Arce agradeceu aos bolivianos que se mobilizaram para rechaçar o golpe.