Terça-feira, 9 de junho de 2026
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Enquanto os protestos no Cazaquistão chegam ao 6º dia consecutivo nesta sexta-feira (07/01), as Nações Unidas fizeram um apelo aos manifestantes e às autoridades do país para que busquem uma solução pacífica para a revolta que se iniciou após um aumento no preço dos combustíveis.

Os pronunciamentos foram feitos pela alta comissária para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, e pela representante especial do secretário-geral para a Ásia Central, Natalia Gherman.

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Bachelet se dirigiu às forças de segurança, manifestantes e outras partes envolvidas, enfatizando que deve haver busca de uma solução pacífica. 

Bachelet disse que no Direito Internacional está claro que “as pessoas têm direito ao protesto pacífico e à liberdade de expressão”. A chefe de Direitos Humanas destaca que, ao mesmo tempo, os manifestantes não devem recorrer à violência.  

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As manifestações por conta do aumento do preço dos combustíveis tiveram o momento mais violento entre a noite de quarta-feira (05/01) e a madrugada da quinta-feira (06/01). Segundo diversos jornais, estima-se que dezenas de pessoas faleceram, entre manifestantes e agentes de segurança. Mais de mil pessoas ficaram feridas nesses dois dias, sendo que há pelo menos 400 hospitalizados e 62 em unidades de terapia intensiva (UTIs). Outras duas mil pessoas foram presas.

Já Gherman afirmou que manteve contato com as autoridades do país, incluindo uma conversa pelo telefone com o vice-ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Mukhtar Tileuberdi. 

A enviada da ONU enfatizou o pedido de abstenção das partes da violência e promoção do diálogo para lidar com a situação. 

Pronunciamento foi feito pela alta comissária para os Direitos Humanos, Michele Bachelet; protestos entram no 6º dia consecutivo

Reprodução/ @CSTO_ODKB

Aliança que reúne Rússia e outros países enviou uma força de paz ao Cazaquistão

Protestos

As manifestações no Cazaquistão começaram no último domingo (02/01) após o governo do então premiê Askar Mamin anunciar uma alta no aumento do preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), que é usado tanto nas residências como para abastecer veículos.

Centenas de pessoas saíram às ruas em diversas cidades e na terça-feira (04/01) o governo decretou estado de emergência para conter os atos. Na quarta, o presidente Kassym-Jomart Tokayev aceitou a renúncia do primeiro-ministro e nomeou interinamente para a chefia do governo o então vice-premiê, Alihan Smaiylov.

Nesta quinta, o interino anunciou que vai segurar o aumento do preço do GLP por mais seis meses para tentar acalmar a crise de “maneira urgente”. “A medida é para tentar estabilizar a situação socioeconômica”, diz o governo em nota oficial.

No entanto, os protestos se acentuaram e ficaram cada vez mais violentos, com alguns grupos invadindo prédios públicos. 

Ainda nesta quinta-feira (06/01), a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO, na sigla em inglês), aliança que reúne a Rússia e outros cinco países, anunciou o envio de uma força de paz ao Cazaquistão para conter a escalada violenta dos protestos.

A situação mais crítica foi registrada em Almaty, maior cidade do país, onde manifestantes invadiram o escritório do prefeito e a antiga residência presidencial e atacaram as forças policiais nesta quarta.

*Com ONU News