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O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, assegurou nesta terça-feira (28/9) que ainda não há uma sentença definitiva contra Sakineh Mohamamdi Ashtiani, a iraniana acusada de adultério e cumplicidade no assassinato do marido, embora ressaltou que já foi provado que ela participou do crime, informou a agência de notícias Efe.

A afirmação de Mehmanparast contradiz a declaração feita na segunda-feira à noite pelo procurador-geral do Estado e porta-voz do Poder Judiciário, Gholam Hussein Mohseni Ejei, que afirmou que Sakineh já tinha sido condenada à morte pelo assassinato do marido, e por isso seria levada à forca.

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“De acordo com a decisão do tribunal, foi acusada de assassinato e a pena por este delito tem preeminência sobre o outro, de adultério”, disse Ejei, em declarações divulgadas pela agência de notícias local Mehr.

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No entanto, Mehmanparast afirmou nesta terça-feira, durante entrevista coletiva semanal, que “os dois casos seguem sob revisão e o veredicto será pronunciado após o fim da investigação”.

“Já foi provado que ela participou do assassinato de seu marido, mas a sentença definitiva será anunciada no final do processo judicial”, explicou o porta-voz da chancelaria iraniana.

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Caso Sakineh: Ainda não há sentença definida, afirma chancelaria do Irã

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