Domingo, 17 de maio de 2026
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O chanceler da Itália, Franco Frattini, reiterou, em entrevista divulgada nesta quarta-feira (5/1), que seu país utilizará os meios legais disponíveis para recorrer da decisão brasileira de não extraditar o italiano Cesare Battisti – descartando, neste momento, a possibilidade de romper acordos bilaterais.

“Estamos reagindo, utilizando os dois instrumentos jurídicos que temos em mãos: o recurso no Supremo Tribunal Federal brasileiro, que estamos preparando no momento e aquele que pode ser levado à Corte Internacional de Haia”, afirmou Frattini, em declarações ao jornal italiano Sole 24 Ore.

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Segundo o ministro, o Brasil deve saber que o acordo de cooperação assinado entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, “deve ser ratificado nas próximas semanas no parlamento italiano e é claro que o clima, seja na situação ou na oposição, não é dos melhores”.

Por outro lado, Frattini reiterou que “romper os acordos não ajuda a reaver Battisti e nem a defender os interesses da Itália e dos italianos”.

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“Não é intenção do governo mudar ou congelar nada. Dizemos que hoje será enfrentada a questão legal, depois, recorremos a outros discursos”, complementou sobre o tema.

Último dia

No fim de 2009, o STF anulou a concessão do refúgio dada no início daquele mesmo ano pelo então ministro da Justiça, Tarso Genro, pronunciando-se favorável à extradição. Mas os ministros determinaram que o parecer final caberia ao presidente, que anunciou sua decisão apenas no último dia de seu mandato, na sexta-feira passada (31/12).

Condenado em seu país por quatro homicídios cometidos entre 1978 e 1979, Battisti foi preso em 2007 no Brasil e atualmente aguarda a conclusão do processo na penitenciária da Papuda, em Brasília. O caso deverá ser retomado pelo STF após o período de recesso, no próximo mês.





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Caso Battisti: Itália vai usar meios legais e descarta romper acordos, diz chanceler

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