Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O Exército de Israel admitiu, por meio de um relatório divulgado nesta segunda-feira (05/09), que existe uma “grande possibilidade” de que a jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh tenha sido morta por uma bala disparada por um soldado israelense. 

A conclusão foi divulgada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) quase quatro meses após o assassinato da repórter da Al Jazeera durante uma operação militar no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada.

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Abu Akleh foi morta com um tiro na cabeça enquanto usava um colete à prova de balas com a palavra “press” (imprensa) e capacete.

“Existe uma grande possibilidade de que Abu Akleh tenha sido atingida por um tiro da IDF disparado contra suspeitos identificados como palestinos armados”, diz o relatório do Exército israelense, que admitiu pela primeira vez a possibilidade de culpa no homicídio da jornalista.

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Apesar do documento afirmar que “não é possível determinar inequivocamente qual tiro a matou”, ele ressalta que “há uma grande probabilidade de que ela tenha sido atingida por um soldado da IDF que não a identificou como jornalista”.

Nas horas seguintes ao assassinato, o governo de Israel chegou a insinuar publicamente que Abu Akleh pudesse ter sido morta por “palestinos armados”.

Conclusão foi divulgada em relatório das Forças de Defesa de Israel nesta segunda-feira (05/09), quatro meses após assassinato de Shireen Abu Akleh

Alisdare Hickson/Flickr

Manifestantes seguram cartazes com fotos de Shireen Abu Akleh, em maio de 2022

Uma investigação realizada pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU em junho concluiu que o tiro fatal partiu das forças de segurança de Israel.

O relatório do Exército destacou que há “possibilidade relevante” de que a repórter tenha sido baleada por fogo palestino, mas diz que os tiros dos soldados israelenses tinham como objetivo “neutralizar terroristas”.

A Procuradoria Militar israelense não vai abrir um inquérito penal sobre o caso, e nenhum soldado de Israel será punido pela morte da jornalista.

Após a divulgação do relatório, o porta-voz da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Nabil Rudeinah, afirmou que essa é uma “nova tentativa de Israel de fugir da própria responsabilidade no homicídio”. “Todas as provas, os fatos e os inquéritos conduzidos até agora comprovam que Israel é culpado por esse crime”, reforçou.

(*) Com Ansa.