Casamento gay é um passo positivo que defende o direito da minoria, diz Cristina Kirchner
Casamento gay é um passo positivo que defende o direito da minoria, diz Cristina Kirchner
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apontou que o projeto de lei aprovado pelos senadores de seu país, a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da adoção de crianças por casais homossexuais, foi “um passo positivo que defende o direito da minoria”.
Na China, onde se encontra em visita oficial desde domingo, a mandatária se mostrou “satisfeita” com o resultado da votação desta madrugada no Congresso , que terminou com 33 parlamentares colocando-se a favor da norma, 27 contrários e três abstenções, após 14 horas de sessão.
Leia mais:
Senado argentino aprova lei que autoriza casamento gay
Lideranças de direitos civis argentinas comemoram aprovação da união gay
Argentina se coloca na 'vanguarda' da reivindicação dos direitos, diz chefe de Gabinete
Cristina celebrou o aval concedido pelos senadores, que se seguiu à aprovação da Câmara dos Deputados, “sobretudo porque não estava de acordo com o discurso que rodeava o debate”, o qual envolveu confrontos entre católicos e manifestantes favoráveis à lei.
“O fato de que se falava de Guerra de Deus, por exemplo, mostrava uma radicalização que não resultava positiva de maneira nenhuma”, assinalou a presidente, segundo a agência oficial Télam.
Nesta quarta-feira, enquanto se desenvolviam as discussões sobre o projeto no Senado, cerca de cem católicos protestaram carregando imagens da Virgem Maria e cartazes com os dizeres: “Nem união, nem adoção, homem e mulher”, “Sodoma = Argentina” e “Quero um pai e uma mãe”.
Sob uma chuva de ovos e laranjas atirados por defensores do casamento entre homossexuais, o pequeno grupo teve que abandonar a área em frente ao Congresso escoltado pela polícia e abaixo de gritos de “Igreja suja, és a ditadura”.
“Se pensamos que há 50 anos as mulheres não podiam votar; que há muito nos Estados Unidos não podia haver casamentos inter-raciais; que na Argentina a única forma de contrair matrimônio era através da Igreja e nos deparamos como isso mudou, podemos pensar que este foi um passo positivo que defende o direito da minoria”, completou Cristina.
Siga o Opera Mundi no Twitter
NULL
NULL
NULL























