Casa Branca implora que Wikileaks não vaze mais documentos sobre guerra
Casa Branca implora que Wikileaks não vaze mais documentos sobre guerra
A Casa Branca implorou nesta sexta-feira (30/7) que o website Wikileaks, que publicou mais de 90 mil documentos secretos sobre a Guerra do Afeganistão no domingo, não vaze mais relatórios sigilosos.
“As vidas dos afegãos que colaboraram com as tropas norte-americanas e a segurança nacional dos Estados Unidos ficam em perigo com o vazamento dessas informações”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em entrevista ao programa Today, da rede NBC. Segundo Gibbs, o vazamento de domingo já colocou em risco as vidas de afegãos.
Os talibãs asseguraram que vão procurar as pessoas listadas nos documentos para retaliação, disse Gibbs. Para ele, a publicação dos cerca de 15 mil documentos adicionais que o Wikileaks diz ter só agravaria a situação. A Casa Branca, declarou Gibbs, “só pode implorar à pessoa que tem os documentos que não os coloque mais na internet”.
Desde a publicação dos documentos, na maior parte relatórios de campo dos soldados norte-americanos, o governo dos EUA reiterou que as consequências do vazamento podem ser muito perigosas. Os documentos vazados revelam nomes de fontes, identidades de soldados e métodos operacionais aos quais os talibãs podem ter acesso.
O Pentágono abriu uma investigação junto ao FBI (polícia federal norte-americana) para identificar a pessoa que passou os documentos para o Wikileaks. O principal suspeito é o analista de inteligência do exército Bradley Manning, de 22 anos, que já estava preso em uma base militar no Kuwait desde maio e foi levado para uma prisão na Virgínia, nos EUA.
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