Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O ataque a um bar na madrugada de terça-feira (31/8) na cidade turística de Cancún, no México, foi o episódio mais recente de uma onda de violência que vem varrendo o país nas últimas semanas, cujo episódio mais sangrento foi a chacina de 72 imigrantes em Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos. O que amedronta a sociedade mexicana, porém, é que agora os atentados e tiroteios vêm se expandido além das áreas dominadas por traficantes de drogas, para regiões antes consideradas seguras.

Por volta da 1h de terça, duas picapes e cerca de dez homens armados lançaram coquetéis molotov dentro do bar Castillo del Mar, na periferia de Cancún, o destino turístico mais importante do caribe mexicano. Oito pessoas morreram, sendo seis mulheres, por queimaduras e asfixia. O lugar estava cheio por ser dia de pagamento no país.

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Segundo investigações preliminares da polícia, no início do mês um homem foi preso perto do bar por tentar exigir 40 mil pesos (cerca de cinco mil reais) do dono do lugar em troca de proteção. “O bar já tinha sido ameaçado várias vezes antes”, disse o procurador de Justiça de Quintana Roo (o estado onde fica Cancún), Francisco Alor Quesada, segundo a imprensa local. “O lamentável é a perda de vidas. Deve haver um motivo bastante forte para terem cometido este crime.”

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O ataque ao bar em Cancún é o mais novo de uma série de eventos violentos que vêm acontecendo em diferentes pontos do território mexicano. “Aqui a violência não tem nada de novo”, conta Max Esposito, gerente de um bar popular na capital do país. “Mas o que começa a assustar é que agora se ouve falar de mais ataques em zonas que não são consideradas território do tráfico, e parecem ataques terroristas, com bombas e explosivos”.

Em 18 de junho foram encontrados nos arredores de Cancún 12 cadáveres enterrado em lagoas subterrâneas e, no início de maio, a polícia encontrou outra lagoa com os corpos de três pessoas, todas com marcas de tortura. No último caso uma mulher sobreviveu e gritou por ajuda.

Ampliação da violência

A preocupação crescente na população mexicana é justificada pelos números de vítimas, dignos de guerra civil (28 mil mortes em três anos), e a mudança de estratégia das facções criminosas. O tráfico no México sempre foi considerado como um fenômeno localizado em certas regiões do país. Mas, nos últimos meses, a tendência mudou e as ações violentas, chacinas e atentados têm acontecido em estados onde tradicionalmente a presença do crime organizado era mais sutil ou menos visível.

“Estamos com medo. Na verdade, há a sensação forte de uma incapacidade do governo federal em enfrentar as quadrilhas do tráfico que agem como verdadeiros donos deste país”, diz Xavier Manzanero, dono de quiosques na orla turistica de Tulum, ao sul de Cancún. “Sempre houve organizações criminosas em Quintana Roo, mas nunca as quadrilhas tinham sido tão ousadas e violentas como agora. Nunca tivemos medo das quadrilhas, porque elas faziam seus ‘negócios’ sem afetar a gente. Agora é diferente. Quase não há mais lugares onde a gente se pode sentir segura”.

Segundo os relatórios das autoridades policiais no estado de Quintana Roo, diferentes quadrilhas do tráfico estariam se enfrentando pelo poder local. Entre elas, estão o Cartel do Golfo e Los Zetas, responsáveis por inúmeras chacinas em todo o país.

A onda de violência e terror parece irreversível, embora o governo aponte progressos na luta ao tráfico, como demonstraria a captura de Édgar Valdez Villareal, conhecido como “La Barbie”.

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Cartéis de droga ampliam área de atuação e amedrontam mexicanos

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