Carta, poema e mecha de cabelo de Simón Bolívar são leiloados em Londres
Carta, poema e mecha de cabelo de Simón Bolívar são leiloados em Londres
Um poema manuscrito, uma carta assinada e uma mecha de cabelo de Simón Bolívar foram vendidos hoje (23), em Londres, no leilão da coleção privada da viúva de um soldado britânico que lutou ao lado do libertador americano.
A coleção, com informações interessantes sobre o lado mais íntimo do herói da independência sul-americana, mostrado em inúmeros documentos e cartas, foi adquirida por um comprador anônimo por 30 mil libras (45 mil dólares).
Efe

Carta assinada por Bolívar e uma mecha do cabelo do general foram alguns dos ítens leiloados em Londres
A coleção era de Maria English, esposa de James Towers English, um general da Legião Britânica de Bolívar que morreu lutando em solo americano e cuja herança nos ajuda a compreender os acontecimentos que levaram à independência do colônias espanholas.
O poema leiloado foi escrito por volta de 1826, no momento de ascensão de Bolívar, e revela que o libertador estava ciente do grande peso que carregava em seus ombros:
“Feliz el satisfecho con su humilde fortuna,
Libre del yugo soberbio a que yo estoy ligado,
Vive en la oscuridad do el cielo lo ha ocultado,
Dichoso el que contento con su humilde fortuna”.
Além do poema a coleção inclui uma carta que Bolívar escreveu à esposa de English, em 1821, para transmitir as condolências pela morte de seu marido e, apesar das dificuldades que ela vivia na Venezuela, garantindo que o governo colombiano poderia ajudar.
“Nada me mortifica tanto como não poder aliviar a dor das vítimas voluntárias, que têm feito a nossa revolução e nossa guerra”, escreveu ele em uma carta em Rosario de Cucuta, 8 de outubro de 1821.
A mecha de cabelo está presa a uma folha de papel com a inscrição: “Cabelo de Bolívar, uma relíquia retirada depois de sua morte, enviada pelo coronel Belford Wilson (que acompanhou Bolívar em sua última viagem à costa e que estava com ele quando o general morreu)”.
Também foi leiloada uma carta escrita por Wilson em 20 de maio de 1831 em que o coronel se queixa de maus tratos recebidos pelos herdeiros políticos de Simón Bolívar.
Mary também manteve uma série de flores secas, identificadas em um livro com a inscrição: “As flores dadas pelo Libertador General Bolívar no dia em que comi com ele na quinta de Sua Excelência na segunda-feira 20 de novembro de 1826”.
Os documentos do leilão incluem uma versão preliminar do discurso que o general James Towers English leu a soldados britânicos antes de embarcar para a América do Sul. “O momento tão esperado chegou. Estão prestes a embarcar, para lutar em prol de uma causa gloriosa. Lembrem-se que são britânicos, lembrem-se que os olhos de toda a nação estão sobre vocês”, disse.
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