Carros-bomba explodem em sedes de segurança no México
Carros-bomba explodem em sedes de segurança no México
Dois carros-bomba explodiram nas proximidades de instituições policiais do estado de Nuevo León, no norte do México, mas não deixaram feridos.
Um dos automóveis detonou a dez metros da Secretaria de Segurança Pública do município de Linares, e o segundo, a poucos metros da sede da Polícia e Trânsito de San Nicolás de los Garza, cidade da região metropolitana de Monterrey, capital do estado.
O prefeito de Linares, Francisco Medina, disse que os fragmentos da explosão causaram danos pequenos no carro do titular da secretaria.
O episódio foi registrado horas após a polícia local encontrar cinco cadáveres mutilados na cidade vizinha de Montemorelos. As ações foram atribuídas ao crime organizado.
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Em San Nicolás, testemunhas afirmam que um homem vestido com uma roupa escura estacionou o carro próximo da sede policial e fugiu momentos antes da detonação. Membros do Exército mexicano e do Grupo de Reação Imediata isolaram as áreas onde ocorreram as explosões.
Segundo o jornal mexicano La Jornada, as sedes da Secretaria de Segurança Pública do Nuevo Leon e da Agência Estatal e Investigações (AEI) foram alvo de ataques de pistoleiros, que dispararam tiros de fuzis contra os edifícios, mas não deixaram vítimas.
Ontem, policiais carcerários da penitenciária de Aquiles Serdán foram detidos por suposta colaboração na fuga de 14 detentos desta prisão, localizada no estado de Chihuahua, no norte do México.
Segundo fontes policiais, 40 membros da polícia carcerária local foram submetidos a interrogatórios, e nove deles foram apontados como cúmplices da fuga em massa.
No dia anterior, 14 presidiários escaparam por um buraco na parede, aproveitando-se da confusão criada por disparos de armas de fogo e artefatos explosivos atirados contra o edifício que partiam da rua. Cinco detentos foram recapturados e três pessoas foram presas por colaborarem com a fuga.
Os estados do norte do México têm sofrido uma escalada de violência tanto pela batalha entre os cartéis do narcotráfico pelo controle da região, que faz fronteira com os Estados Unidos, como pela guerra declarada pelo presidente Felipe Calderón contra o crime organizado, que desde 2006 já levou a mais de 28 mil mortes.
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