Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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O governo canadense disse no sábado (22/01) que a família do presidente deposto de Tunísia Zine el-Abidine Ben Ali “não é bem-vinda no Canadá”, perante informes que um de seus cunhados chegou a Montreal.

Meios de comunicação locais informaram que um irmão da segunda mulher de Ben Ali, Leila Trabelsi, chegou a Montreal em um avião privado acompanhado por sua mulher e seus filhos.

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Um porta-voz do Ministério de Cidadania e Imigração do Canadá disse à agência de notícias espanhola Efe que não pode confirmar nem desmentir a chegada de familiares de Ben Ali a Montreal, mas que o Canadá não está disposto a recebê-los.

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“Nem Ben Ali, nem membros do deposto antigo regime tunisiano nem seus familiares mais próximos são bem-vindos ao Canadá”, disse à Efe o porta-voz da entidade governamental, Douglas Kellam.

“Devido à legislação (canadense), não posso realizar comentários sobre este caso em particular. No entanto, se um indivíduo que não é bem-vindo no Canadá chega a nossa fronteira, posso assegurar que enfrentará a ação apropriada”, acrescentou Kellam.

Depois que Ben Ali e sua família foram forçados a abandonar o país norte-africano por causa de uma revolta popular, meios de comunicação locais disseram que um dos genros do deposto presidente, Mohammed Sakher el-Materi, possui uma mansão em um dos bairros mais exclusivos de Montreal.

Após a revolta, exilados tunisianos em Montreal marcharam rumo à mansão, situada no bairro de Westmount, e jogaram molho de tomate contra as portas da casa e colocaram cartazes nos quais se lia: “Propriedade do povo tunisiano, comprado com o dinheiro roubado do povo da Tunísia”.

Na quinta-feira, o jornal canadense The Montreal Gazette publicou que embora a mansão tenha sido comprada em 2008 por Materi, agora pertence a uma família húngara de origem judaica.

“É verdade, somos judeus húngaros. E não temos nada a ver com a Tunísia”, declarou os supostos novos donos ao jornal.

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Canadá: "Família de Ben Ali não é bem-vinda no país"

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