Sábado, 9 de maio de 2026
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Quatro meses depois de serem despejados, os “camisas vermelhas” desafiaram neste domingo (19/9) o estado de exceção, declarado em 7 de abril e ainda vigente na capital, e retornaram às ruas de Bangcoc para marcar o quarto aniversário do golpe que depôs em 2006 o seu líder, o ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra.

Em meio a fortes medidas de segurança e sob o olhar de 3 mil policiais, os ativistas da frente antigovernamental voltaram a reunir-se no cruzamento de Ratchaprasong, a mesma região da cidade que ocuparam durante dois meses até que serem retirados à força pelos soldados. Desta vez as tropas se limitaram a observar o ato. Os 5 mil manifestantes lembraram que no local perderam companheiros e para homenageá-los soltaram 10 mil balões.

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Efe



Camisas vermelhas voltam as ruas para lembrar quarto aniversário do golpe que depôs Thaksin Shinawatra

De forma pacífica ocorreu outra homenagem no Monumento à Democracia, onde outro grupo de “camisas vermelhas” depositou coroas de flores para lembrar aos mortos durante a mobilização que terminou em 19 de maio com um banho de sangue.

Manifestações pacíficas

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A concentração exigiu ao Governo que colocasse em liberdade as centenas de suspeitos que seguem detidos quatro meses depois do fim dos protestos, entre eles os líderes acusados de terrorismo que estão sendo julgados.

O Governo liderado por Abhisit Vejjajiva optou por permitir as passeatas, sempre que os atos fossem pacíficos e os manifestantes não levassem armas e deixassem a região antes das 20h no horário local (10h de Brasília).

Assim transcorreu na sexta-feira passada o primeiro teste, quando 1 mil de opositores a Vejjajiva se dirigiram à prisão Klong Prem para pedir – sem incidentes – a libertação de todos os “camisas vermelhas” que permanecem atrás das grades.

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Hoje faz quatro anos do levante militar que expulsou do poder o multimilionário, atual foragido da justiça tailandesa e ao que a hierarquia militar depôs por suspeitas de corrupção.

Segundo os “camisas vermelhas”, naquele golpe venceram os interesses da elite de Bangcoc frente às classes rurais do norte e nordeste da Tailândia, que desfrutaram de mais oportunidades e vantagens sob o mandato de Shinawatra.

O próprio ex-primeiro-ministro finalmente não se dirigiu por videoconferência a seus incondicionais, aos que decidiu enviar uma mensagem pela internet. “Quero que todos olhemos para o futuro. Quero ver que as pessoas que sofreram durante o conflito estão superando as feridas. Quero ver as pessoas perdoando-se umas ao outras”, escreveu em seu perfil do Twitter a partir do Líbano.

Linha dura

O retorno dos manifestantes ocorreu dias antes que assumirem o comando do Exército tailandês o general de linha dura Prayuth Chan-ocha, quem já dirigiu a repressão da anterior mobilização andarilha.

Os protestos dos “camisas vermelhas” começaram no início de abril e finalizaram em meados de maio com um balanço de 90 falecidos, mais de 1,9 mil feridos, inúmeras perdas econômicos e um enorme dano à indústria turística da Tailândia.

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"Camisas vermelhas" retornam a Bangcoc para lembrar seus mortos

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