Sábado, 16 de maio de 2026
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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na noite desta quarta-feira (08/06) uma série de medidas para restringir o acesso a armas de fogo no país.

O texto foi chancelado com um placar de 223 votos a favor e 204 contrários, mas está destinado a naufragar no Senado, onde a oposição republicana controla metade dos assentos.

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Entre as medidas aprovadas pela Câmara está a proibição da venda de armas semiautomáticas para menores de 21 anos e de carregadores de alta capacidade.

A iniciativa chega na esteira do tiroteio que matou 21 pessoas – 19 crianças e duas professoras – em uma escola primária de Uvalde, no Texas, massacre cometido por um jovem, Salvador Ramos, que comprara dois fuzis legalmente ao completar 18 anos de idade.

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Entre as medidas aprovadas pela Câmara está a proibição da venda de armas semiautomáticas para menores de 21 anos e de carregadores de alta capacidade

Wikimedia Commons

Massacre de Uvalde aumentou a pressão por restrições à circulação de armas de fogo nos Estados Unidos

A votação foi precedida por depoimentos de sobreviventes de Uvalde, incluindo o de uma garota de 11 anos que disse ter espalhado sangue de um amigo morto sobre seu próprio corpo para se fingir de morta e escapar dos tiros de Ramos.

O massacre aumentou a pressão por restrições à circulação de armas de fogo nos EUA, mas o Partido Republicano mantém uma defesa intransigente da Segunda Emenda à Constituição, que diz que “o direito do povo de manter e portar armas não deve ser violado”.

“O que essa lei faz é tirar direitos da Segunda Emenda, direitos concedidos por Deus e protegidos pela nossa Constituição”, afirmou o congressista republicano Jim Jordan.

Já a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, lembrou que as armas de fogo são a principal causa de mortes de crianças nos Estados Unidos. “Isso não deixa vocês com vergonha? Pensar que, no nosso país, mais crianças morreram por armas do que qualquer outra causa?”, questionou.