Calderón sobe o tom contra a França e diz que seu país não se dobrará por caprichos pessoais
Calderón sobe o tom contra a França e diz que seu país não se dobrará por caprichos pessoais
O presidente do México deu duras declarações na noite desta sexta-feira (18/02) a respeito do incidente diplomático de seu país com a França. Segundo o chefe de Estado, “o México não se dobrará diante da pressão “totalmente arbitrária e indigna” da França para entregar a “sequestradora” Florence Cassez por “caprichos pessoais ou de grupos”, em clara referência ao presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O caso levou o México a suspender sua participação nas celebrações do Ano do México na França depois de Sarkozy ter decidido que em cada ato se mencionaria o tema.
“Não vamos permitir que, por situações totalmente arbitrárias, se queira submeter o México” ou dar um tratamento “indigno” aos mexicanos, explicou o chefe de Estado em uma entrevista à Televisión Azteca.
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Esta foi sua primeira declaração pública sobre o conflito diplomático com a França, Calderón afirmou que, neste caso, não se trata de uma “madre superiora” detida em outro país, nem de uma vítima de sequestro como ocorreu com a franco-colombiana Ingrid Betancourt, que ficou anos em poder das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
“Estamos falando de uma sequestradora, uma mulher que fazia parte de um perigosíssimo grupo de delinquentes que se dedicavam a sequestrar mexicanos, que mutilavam os dedos de suas vítimas, que ameaçavam suas famílias”, assinalou.
O caso de Florence Cassez, condenada no México a 60 anos de prisão por sequestro, crime organizado e posse de armas, gerou nesta semana um conflito diplomático.
Em sua entrevista televisiva, o governante mexicano insistiu que “não se pode pensar que o México, porque é um país em desenvolvimento e com carências”, deve ser menosprezado.
Calderón assegurou que a posição mexicana é “de bom senso e de dignidade”, expressando confiança em que cedo ou cedo impere a cordialidade e a sensatez.
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