Britânicos vão às urnas em eleição marcada por preocupações com a economia
Britânicos vão às urnas em eleição marcada por preocupações com a economia
Os 50 mil colégios eleitorais aos quais os 45 milhões de britânicos convocados a votar deverão comparecer nesta quinta-feira (6/5) abriram suas portas às 7h locais (3h em Brasília), em uma jornada que seguirá até as 22h (18h). O tema central dos últimos dias de campanha foi a economia. A Comissão Europeia divulgou números desanimadores.
A expectativa é de que o conservador David Cameron vença e coloque um fim a 13 anos de hegemonia trabalhista no poder, porém, peculiaridades do sistema eleitoral britânico podem beneficiar o trabalhista Gordon Brown.
Felipe Trueba/Efe

O líder conservador David Cameron vota em Witney, Oxfordshire, com a esposa
As pesquisas mais recentes sobre intenções de voto preveem que os “tories” – conservadores – obterão 35% dos votos, os trabalhistas entre 29 e 30% e os liberal-democratas entre 24 e 26%. Este último é liderado pela sensação das eleições, Nick Clegg, que teve atuação bem avaliada nos debates realizados.
O Reino Unido tem um sistema majoritário simples, em um só turno. Se for confirmada a tendência das pesquisas, a Câmara dos Comuns não terá uma maioria absoluta, algo que não ocorre desde o ano de 1974. Com esse cenário, chamado de “hung parliament’’ (parlamento enforcado), é possível que seja formada uma aliança entre duas legendas, em um governo de coalizão.
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Em sua primeira eleição desde que assumiu o lugar de Tony Blair no governo, em 2007, Brown teve de lutar contra os baixos índices de popularidade. Para piorar, foi flagrado chamando uma aposentada de “intolerante’’ após um comício, gafe explorada por toda a imprensa britânica.
Economia
O vencedor terá a difícil missão de reverter os reflexos da crise econômica de 2009. O índice de desemprego na Grã-Bretanha chegou a 8%, o maior desde 1996, e o déficit orçamentário do país é recorde desde a Segunda Guerra Mundial.
A Comissão Europeia não esperou a ida às urnas para revelar ontem as mais recentes projeções econômicas. O PIB (Produto Interno Bruto) vai crescer seis décimos acima do esperado em 2010 (de 0,6% para 1,2%), porém, as perspectivas de crescimento para 2011 foram revistas para baixo (de 3-3,5% para 2,1%).
No que diz respeito às contas públicas, o déficit deve atingir os 12%, o valor mais alto de toda a União Europeia. “A primeira coisa que o futuro governo tem de fazer é chegar a um acordo para um programa ambicioso de consolidação fiscal, que reduza o déficit elevado e estabilize os altos níveis de dívida do Reino Unido”, disse Olli Rehn, comissário de assuntos econômicos e monetários.
A agência Moody’s, que ontem (5/5) alertou que pode baixar o rating de Portugal em dois níveis, disse hoje que a crise na dívida soberana na Europa representa uma ameaça para bancos portugueses, espanhóis e italianos, mas também para os irlandeses e britânicos.
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