Domingo, 3 de maio de 2026
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No final da 15ª Cúpula do Brics, nesta quinta-feira (24/08) o bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, emitiu uma declaração mencionando a guerra na Ucrânia. 

A menção reconhece, em especial, as propostas de paz para o conflito que sejam baseadas em diálogo e diplomacia.  

A Declaração de Joanesburgo, onde a Cúpula foi organizada, e disponível em inglês no site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, menciona o conflito entre Moscou e Kiev em seu 19º ponto. 

“Recordamos as nossas posições nacionais sobre o conflito na Ucrânia e nas suas imediações, expressas nas instâncias adequadas, incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Assembleia Geral das Nações Unidas. Registramos com apreço as propostas pertinentes de mediação e de bons ofícios que visam a resolução pacífica do conflito através do diálogo e da diplomacia, incluindo a Missão de Paz dos Líderes Africanos e a via proposta para a paz”, afirma o documento.

Bloco de países emergentes também 'registrou com apreço' Missão de Paz dos Líderes Africanos para o conflito entre Kiev e Moscou

Flickr/Palácio do Planalto

Países do Brics também se expressaram a favor da resolução por meios diplomáticos da questão nuclear do Irã

Os países do Brics também se expressaram a favor da resolução por meios diplomáticos da questão nuclear do Irã. A declaração defende ainda o reforço do mecanismo de não-proliferação de armas de destruição em massa. 

“Reiteramos a necessidade de resolver a questão nuclear iraniana por meios pacíficos e diplomáticos, em conformidade com o direito internacional, e salientamos a importância de preservar o Plano de Ação Conjunto Global (PACG) e a Resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas para a não-proliferação internacional, bem como para a paz e a estabilidade em geral, e esperamos que as partes interessadas restabeleçam a aplicação plena e efetiva do PACG numa data próxima”, declara o comunicado.

Ao mesmo tempo, os líderes do bloco referiram a preocupação com o uso de sanções unilaterais e seu impacto negativo sobre os países em desenvolvimento.

Segurança alimentar, reforma da ONU e a maior representação dos países em desenvolvimento nas organizações internacionais e fóruns multilaterais em geral, as barreiras comerciais e o uso de moedas nacionais também estiveram na pauta da  15ª Cúpula do Brics. 

(*) Com Sputniknews