Domingo, 26 de abril de 2026
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Dois brasileiros foram presos no Paraguai na madrugada desta terça-feira (27/4), suspeitos de participar do atentado contra senador paraguaio Robert Acevedo, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta-Porã (MS) e um dos departamentos decretados sob estado de exceção pelo presidente Fernando Lugo.

 

Acevedo, que é do governista Partido Liberal Radical Autêntico, estava na caminhonete que foi atingida por cerca de 40 disparos e foi ferido com dois tiros no braço e um de raspão no rosto, mas passa bem. Dois guarda-costas que o acompanhavam morreram.

Dono da rádio Amambay, Acevedo é um dos principais responsáveis pelas denúncias públicas contra a corrupção e a quadrilhas de vendas de drogas, o que, segundo a rede de TV paraguaia Telefuturo, teria sido um dos motivos para o ataque.

A imprensa paraguaia identifica os dois presos como Eduardo da Silva e Marcos Cordeiro Pereira. Ambos fazem parte da facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo a mídia local.

A emboscada aconteceu perto de um ponto de ônibus quando um carro, depois identificado como brasileiro, disparou 40 vezes contra a caminhonete de Acevedo, matando as duas pessoas que trabalhavam para o senador.

A promotoria da região de Pedro Juan Caballero afirmou que a caminhonete usada no atendado, que foi encontrada incendiada no local, tem placa clonada de São Paulo.

Em entrevista à imprensa local, a promotora disse que já tem em mãos as informações do carro. “O veículo é legal segundo os dados preliminares que temos e foi adquirido no Banco Itaú. Agora estamos verificando os dados em relação ao proprietário”, declarou.

Sem guerrilha

Em declarações à Telefuturo, o próprio senador acusou grupos de traficantes de drogas pelo atentado.

“Os responsáveis são narcotraficantes paraguaios associados com os brasileiros. Eles estão infiltrados na sociedade e são donos da vida e da morte. Eu me salvei por um milagre”, disse Acevedo.

A polícia, porém, ainda não tem informações a respeito, descartou qualquer relação entre o caso e o grupo guerrilheiro EPP (Exército do Povo Paraguaio) e não confirmou a ligação com o PCC.

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Brasileiros são presos no Paraguai por suspeita de atentado contra senador

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