Brasileiros são presos no Paraguai por suspeita de atentado contra senador
Brasileiros são presos no Paraguai por suspeita de atentado contra senador
Dois brasileiros foram presos no Paraguai na madrugada desta terça-feira (27/4), suspeitos de participar do atentado contra senador paraguaio Robert Acevedo, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta-Porã (MS) e um dos departamentos decretados sob estado de exceção pelo presidente Fernando Lugo.
Acevedo, que é do governista Partido Liberal Radical Autêntico, estava na caminhonete que foi atingida por cerca de 40 disparos e foi ferido com dois tiros no braço e um de raspão no rosto, mas passa bem. Dois guarda-costas que o acompanhavam morreram.
Dono da rádio Amambay, Acevedo é um dos principais responsáveis pelas denúncias públicas contra a corrupção e a quadrilhas de vendas de drogas, o que, segundo a rede de TV paraguaia Telefuturo, teria sido um dos motivos para o ataque.
A imprensa paraguaia identifica os dois presos como Eduardo da Silva e Marcos Cordeiro Pereira. Ambos fazem parte da facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo a mídia local.
A emboscada aconteceu perto de um ponto de ônibus quando um carro, depois identificado como brasileiro, disparou 40 vezes contra a caminhonete de Acevedo, matando as duas pessoas que trabalhavam para o senador.
A promotoria da região de Pedro Juan Caballero afirmou que a caminhonete usada no atendado, que foi encontrada incendiada no local, tem placa clonada de São Paulo.
Em entrevista à imprensa local, a promotora disse que já tem em mãos as informações do carro. “O veículo é legal segundo os dados preliminares que temos e foi adquirido no Banco Itaú. Agora estamos verificando os dados em relação ao proprietário”, declarou.
Sem guerrilha
Em declarações à Telefuturo, o próprio senador acusou grupos de traficantes de drogas pelo atentado.
“Os responsáveis são narcotraficantes paraguaios associados com os brasileiros. Eles estão infiltrados na sociedade e são donos da vida e da morte. Eu me salvei por um milagre”, disse Acevedo.
A polícia, porém, ainda não tem informações a respeito, descartou qualquer relação entre o caso e o grupo guerrilheiro EPP (Exército do Povo Paraguaio) e não confirmou a ligação com o PCC.
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