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O ex-representante especial da OEA (Organização dos Estados Americanos) no Haiti, o brasileiro Ricardo Seitenfus, reiterou neste domingo (02/01), ao participar da cerimônia de transmissão de cargo de Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores, as críticas ao número de militares presentes no país caribenho e à ação das organizações não governamentais.

Em decorrência dessas críticas, Seitenfus foi afastado das funções no final de dezembro. Para ele, a decisão foi “contraproducente”, mas disse que representou o que muitos pensam sobre as missões em atuação no Haiti. “Tenho impressão que não falei inverdades. O Haiti não precisa de tantos soldados. O Haiti precisa de engenheiros, técnicos e desenvolvimento socioeconômico”, disse Seitenfus.

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O brasileiro afirmou que “o Haiti não pode ser simplesmente ser objeto ou coadjuvante da sua própria história. O Haiti tem de estar no centro da sua história”. Segundo ele, suas críticas “são reflexões generosas feitas com o coração, mas que retratam a percepção de muita gente que não tem voz. Fui o porta-voz daqueles que não têm voz”.

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Ao ser perguntado sobre como recebeu a informação sobre seu afastamento, Steinfus disse que foi uma medida contraproducente. “É contraproducente. Meu mandato foi incurtado, pois ia até 31 de março. Isso deu uma grande repercussão. É uma forma de tentar calar algo no Haiti que é a aspiração do Haiti de tentar recuperar sua autonomia”, disse.

Seitenfus criticou, em entrevista recente a um jornal suíço, o papel da comunidade internacional e, especialmente da Minustah (Missão das Nações Unidas), presente no Haiti desde 2004. Para o ex-presidente de Cuba Fidel Castro, Steinfus fez afirmações “incontestáveis”.

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