Brasil usa ineditismo, política e apoio popular para trazer Jogos Olímpicos ao Rio
Brasil usa ineditismo, política e apoio popular para trazer Jogos Olímpicos ao Rio
Nunca na história da América do Sul houve a realização de Jogos Olímpicos por estas bandas. Esse é o principal argumento que o Comitê Olímpico Internacional (COI) ouve dos representantes da candidatura do Rio de Janeiro para entregar ao Brasil a organização do maior evento do esporte mundial em 2016. A norte-americana Chicago, considerada principal adversária, fica em um país que já abrigou quatro edições das competições. A espanhola Madri as receberia 24 anos depois de Barcelona fazê-lo. A japonesa Tóquio é a única finalista que já teve essa honra, em 1960.
Apesar de ter chegado à final com a pior nota entre as quatro candidaturas, a organização do Rio-2016 usou o peso político do governo brasileiro e do ex-presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol) João Havelange para se aproximar da cartolagem internacional que decidirá a disputa nesta sexta-feira (2) em Copenhague, na Dinamarca. Lá estarão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, o prefeito da cidade, Eduardo Paes e o ex-jogador Pelé, principal garoto propaganda da iniciativa. Tudo para tentar compensar a ida do casal Obama em defesa de Chicago.
Marcelo Sayao/EFE

Rio de Janeiro tem forte apoio popular para realização das Olimpíadas de 2016
Ainda que a primeira-dama americana, Michelle Obama, tenha sido a estrela da véspera da votação, a candidatura carioca conta com um apoio de peso: de acordo com várias sondagens, cerca de 84% dos moradores do Rio concordam em receber os Jogos Olímpicos, enquanto em Chicago esse percentual é menor, cerca de 60%. Há inclusive grupos da cidade do meio-oeste dos Estados Unidos, de onde se lançou o presidente Barack Obama, que preferem ver as Olimpíadas na capital fluminense. Se o Rio passar para o corte final, disputado entre duas cidades, outro suporte é prometido: a candidatura de Madri prometeu votos à brasileira.
A primeira tentativa brasileira de receber os Jogos foi nos últimos momentos do governo Fernando Collor, em 1992. A ideia era receber o evento em Brasília no ano 2000, para celebrar os 500 anos do descobrimento. Com falhas graves no projeto, a candidatura foi encerrada antes mesmo do prazo. Quatro anos depois, pela primeira vez, o Rio foi a cidade candidata. Não passou sequer da fase preliminar. Para 2012, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) abriu disputa interna para escolher uma cidade. São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram candidatura e os cariocas levaram a melhor. Na fase preliminar, foi novamente eliminada a candidatura.
A projeção do orçamento para Rio-2016 supera os 30 bilhões de reais, divididos em infraestrutura, transporte, investimento nos atletas brasileiros e adaptação de instalações esportivas para os Jogos Paraolímpicos, realizados depois das Olimpíadas. Quatro complexos esportivos principais seriam utilizados: a Barra da Tijuca, que receberia metade das competições, Marechal Deodoro, no subúrbio, pólo Maracanã e instalações de Copacabana.
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