Terça-feira, 28 de abril de 2026
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Até o final do ano, os brasileiros podem ter voos diretos para todos
os países da União Europeia. A intenção foi declarada hoje (25/5) pelos
ministros da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e de Transporte da Espanha
(país que atualmente preside a União Europeia), José Blanco, durante a
Cúpula União Europeia – América Latina da Aviação Civil, no Rio de
Janeiro.

Hoje, o Brasil mantém acordos bilaterais com apenas 13
países europeus, com os quais mantém voos diretos e regulares. Com uma
declaração assinada hoje pelo governo brasileiro e pelo
representante do bloco europeu, o volume de voos diretos deve aumentar
já a partir do dia 14 de julho.

A intenção é ampliar o número de locais
de origem e de destino. Segundo Bruno Silva Dalcolmo, superintendente
de Relações Internacionais da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil),
a União Europeia já iniciou as negociações e apresentou apoio absoluto
dos 27 países associados ao bloco.

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“O Brasil tem muito interesse
na maior integração, com objetivo de garantir mobilidade do passageiro
e a conectividade das cidades brasileiras com cidades europeias”,
garantiu Dalcolmo.

O superintendente da Anac explicou ainda que a
proposta é criar um acordo único com todo o bloco europeu, unificando
os já existentes. “Você facilita o trânsito e racionaliza o volume de
negociações que a autoridade tem que realizar. Há benefícios de acesso
a mercados, oportunidade de negócios às empresas, conectividade e
mobilidade do passageiro brasileiro”.

Sobre a capacidade dos
aeroportos brasileiros de receber mais voos da Europa, Dalcolmo lembrou
que, desde que o Brasil iniciou o processo de flexibilização das
operações aéreas, foi registrado um aumento de 21% a 25% do número de
frequências operadas em aeroportos fora do eixo Rio de Janeiro-São
Paulo.

Segundo ele, há uma desconcentração relativa do transporte aéreo
brasileiro, com voos internacionais partindo hoje de cidades como Belo
Horizonte, Brasília, Recife, Fortaleza e Natal.

“Isso significa
maior comodidade e conforto ao passageiro, que não é obrigado a fazer
uma conexão no estado de São Paulo e, com isso, aumentar em muitas
horas a viagem para um destino europeu. E [significa] menor
custo para o passageiro. As passagens tendem a ser mais baratas porque
elas guardam relação com o número de milhas voadas”, explicou Bruno
Dalcomo.

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Brasil poderá ter voos diretos para todos os países da União Europeia

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