Domingo, 5 de abril de 2026
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O Brasil pediu a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para discutir a crise em Honduras após o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao país.

Em uma carta endereçada aos membros do Conselho, a representante permanente do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, afirmou que o governo está preocupado com “a segurança do presidente Zelaya e com a segurança e integridade física da embaixada brasileira e de seus funcionários”.

A medida também se justificaria pela “preocupação” causada no governo brasileiro pelo uso de bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes nas proximidades da representação. Na carta, o governo brasileiro pede para participar da reunião de emergência, caso ela seja mesmo convocada.

Lula

Falando com jornalistas na noite desta terça-feira em Nova York, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acusou o governo golpista de ter indicado que tentaria “desqualificar as imunidades ou o status diplomáticos da missão do Brasil”.

“Isso é uma total loucura. Mas enfim, por isso mesmo é que nós achamos importante ter essa reunião de segurança”, disse Amorim.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu o pedido de reunião em uma entrevista a jornalistas em Nova York, onde participa hoje (23) da Assembleia Geral da ONU.

“É importante envolver o Conselho de Segurança porque acho que os golpistas em Honduras estão exagerando, estão quase exigindo que o presidente eleito democraticamente peça desculpas por estar em Honduras”, disse Lula.

Ontem (22), o governo golpista de Honduras ordenou a prorrogação do toque de recolher no país até às 6h de hoje (9h em Brasília).

Brasil pede reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Honduras

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