Sábado, 28 de março de 2026
APOIE
Menu

O governo do Brasil manifestou “profundo pesar” pela morte do senador conservador e pré-candidato à Presidência, Miguel Uribe Turbay, falecido nesta segunda-feira (11/08) após mais de dois meses de internação devido a um baleamento durante um comício em Bogotá.

Por meio de uma nota do Ministério das Relações Exteriores, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou “veemente a qualquer forma de violência política”.

“O governo brasileiro transmite sinceras condolências à família do senador e manifesta solidariedade ao governo e ao povo da Colômbia”, finalizou.

A informação do falecimento de Uribe foi concedida pela Fundação Santa Fé de Bogotá, onde estava internado, e confirmada nas redes sociais por sua esposa, María Claudia Tarazona.

Uribe estava no hospital desde o último 7 de junho na Fundação Santa Fé, em Bogotá, quando foi atingido por dois tiros na cabeça e um na perna enquanto discursava em um comício político na cidade de Fontibón.

O membro do partido de direita Centro Democrático, teve seu quadro agravado no último sábado (09/08), após sofrer uma hemorragia cerebral. Antes de seu falecimento, um dos últimos comunicados sobre seu estado de saúde informava a realização de uma cirurgia de emergência no domingo (10/08).

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, prestou suas condolências e chamou atenção para a violência política no país
Centro Democrático/X

Até o momento, a polícia colombiana prendeu seis pessoas em razão do ataque contra Uribe, incluindo um adolescente de 15 anos, autor do atentado.

Além de vários menores de idade, José Arteaga (El Costeño) foi detido como o organizador do ataque, Cristian Camilo, Carlos Eduardo Mora, Katerine Martínez e William Fernando González são supostamente implicados em graus variados como “coautores”.

“Vida está acima de qualquer ideologia”

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, prestou suas condolências, chamou atenção para a violência política no país e defendeu que “a vida está acima de qualquer ideologia”.

“Em um governo progressista e amante da vida, ocorreu um ataque com um resultado trágico contra um senador da oposição. É por isso que estamos tristes; a morte de Miguel nos entristece, como se fosse um dos nossos. É uma derrota. Cada vez que um colombiano é assassinado, é uma derrota para a Colômbia e para a vida”, lamentou.

Petro também mencionou a investigação do crime, afirmando que “a investigação deve prosseguir” e que as “autoridades competentes, auxiliadas por peritos internacionais, emitirão uma decisão oportunamente”. Enquanto isso, “cabe ao governo repudiar o crime e ajudar”.

(*) Com Ansa, TeleSUR, informações de El Espectador e El Tiempo