Brasil e Síria intensificam relações e discutem tratado de livre-comércio
Brasil e Síria intensificam relações e discutem tratado de livre-comércio
A visita do presidente da Síria, Bashar Al-Assad, ao Brasil abriu espaço não apenas para parcerias diplomáticas, mas também para futuros acordos comerciais. Em discurso realizado nesta quarta-feira (30/6) no Palácio Itamaraty, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o encontro servirá “transpor barreiras e compartilhar novas experiências” entre os dois países.
“Sua presença aqui é oportunidade para selarmos parceria lançada quando estive em Damasco em 2003. Nesses sete anos, nossas relações ganharam novas dimensões e possibilidades”, disse.
Para ele, a criação do Conselho Empresarial Brasil-Síria é uma das grandes oportunidades para multiplicar o comércio e estimular os investimentos entre os dois países, que segundo Lula, quadruplicou e hoje alcança 300 milhões de dólares. A organização, que ainda está em formação, é presidida, pelo lado brasileiro, pelo presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Salim Taufic Schahin.
“Essa tendência é de crescimento com um sistema multilateral de comércio mais representativo dos anseios do mundo em desenvolvimento”, acrescentou.
Já Assad, disse os dois países tem capacidade e disponibilidade para intensificar ainda mais as relações bilaterais. Além disso, afirmou que em sua reunião com Lula abriu a possibilidade para um futuro acordo de livre comércio com todos os integrantes do Mercosul.
“Esse foi um dos pontos que eu levantei com o presidente Lula e creio que isso pode ajudar a ampliar as relações bilaterais e com a América Latina”, declarou o presidente sírio. Atualmente, a organização sul-americana negocia acordos semelhantes com outros países árabes, como o Egito, com o qual a situação é mais evoluída.
Comércio
Além de almejar relações comerciais diretas com a Síria, o presidente brasileiro explicitou seu apoio ao país árabe ao defender sua entrada na OMC (Organização Mundial do Comércio), recentemente vetada pelos Estados Unidos.
“Defendemos o fim dos entraves que impedem a acessão da Síria à OMC”, afirmou após lembrar que desde seu primeiro mandato o mundo árabe é uma das prioridades do governo brasileiro.
Para ele, a criação da Cúpula América do Sul-Países Árabes, em 2005, defendeu “uma ordem internacional mais democrática e equilibrada” e possibilitou o fortalecimento das relações bilaterais.
Sanções
Desde 2001, a Síria vem tentando ingressar na OMC, mas após a imposição de sanções durante governo do ex-presidente norte-americano George W. Bush sua economia foi afetada, já que a medida afetou diretamente uma das principais políticas de reformas do governo de Damasco, que consiste no processo de abertura econômica do país.
Durante a reunião entre os presidentes, além de explicitar intenções comerciais, os dois governos firmaram acordos nas áreas jurídica, agrícola, de saúde e de cooperação técnica.
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