Segunda-feira, 27 de abril de 2026
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Delegações do Brasil e do México começam a negociar hoje (11/5) um tratado baseado no acordo de associação estratégica firmado em fevereiro, durante a XXI Cúpula do Grupo do Rio e a II Cúpula da América Latina e do Caribe (Calc), realizadas em Cancún.

O embaixador brasileiro no país norte-americano, Sergio Florencio, afirmou que este é o “início de um processo formal de trabalhos” que visa estabelecer um pacto comercial amplo e estratégico. Ele assinalou que não sabe onde e quando “vamos chegar”, mas garantiu ter uma “sólida convicção” de que alcançar um consenso nos moldes do que buscam ambas delegações ocasionará uma boa situação.

Conforme informações da imprensa local, o funcionário não deu detalhes sobre se o documento será um Tratado de Livre Comércio ou um Acordo de Complementação Econômica (ACE) que aprofunde o intercâmbio entre ambas nações.

Ao participar de um evento sobre oportunidades e benefícios da aproximação econômica comercial entre Brasil e México, Florencio disse que o acordo convém principalmente ao México, que possui tarifas médias de cerca de 5%, enquanto que as do Brasil equivalem a 12%.

Segundo o embaixador, as cifras revelam que os brasileiros “têm menos dificuldades para entrar no mercado mexicano” — prova disso é que, em 2008, o Brasil importou US$ 2,53 bilhões em produtos mexicanos, tendo exportado US$ 3,92 bilhões.

Em março, a subsecretária de Comércio Exterior do Ministério da Economia mexicano, Beatriz Leycegui, informou que a proposta formal para um possível acordo comercial de maior tamanho com o Brasil seria apresentada depois de consultas realizadas junto às indústrias do país.

Boa parte do setor produtivo da nação governada por Felipe Calderón rechaçou a possibilidade, dizendo não ter as mesmas condições e apoio que os brasileiros — sobretudo os setores agropecuário e de calçados. 

 

 

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Brasil e México iniciam negociações por acordo comercial amplo

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