Brasil é homenageado em festival cubano de documentários
Brasil é homenageado em festival cubano de documentários
O Brasil é o país convidado de honra da 11ª edição do Festival Internacional de Documentários de Santiago de Cuba, que acontece até o dia 13 deste mês. Filmes de Silvio Tendler (Utopia e Barbárie), Tetê Moraes (Nasci Para Dançar) e Andrea Ferraz (Alumia) são alguns dos destaques da programação
Tetê Moraes, ganhadora na categoria de direção no ano 2008, estreará sua obra musical Nasci Para Dançar, sobre a apresentação do pianista João Donato no Festival Jazz Plaza, em Havana. O documentário foi filmado quando o brasileiro participou convidado pelo cubano Chucho Valdés.
A novidade desta edição é o Projeto Audiovisual para Crianças e Adolescentes, que pretende incentivar capacitar jovens na produção de documentários.
Promovido pelo Icaic (Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica), pelo Instituto Cubano de Rádio e Televisão e pela Direção Provincial de Cinema de Santiago de Cuba, o festival tem o objetivo de não só exibir filmes, mas “propor uma reflexão sobre os grandes temas do mundo contemporâneo e ao papel do cinema documentário”, segundo os organizadores.
Além do Brasil, a mostra contará com a presença de 21 países, como Argentina, Bélgica, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Chile, Espanha, México, Panamá, Peru, República Dominicana, Venezuela e Uruguai. Sub-sedes do evento foram montadas nas cidades de Granma, Guantánamo, Holguín e Las Tunas simultaneamente a data.
Para isso, escolas de Santiago de Cuba selecionaram crianças e adolescentes para participar de oficinas durante o festival. A iniciativa é do Centro Provincial de Cinema de Santiago de Cuba junto a Organização de Pioneiros José Martí, da União da Juventude Comunista e do Ministério da Educação.
Ponto de referência
Além disso, neste ano serão exibidos documentários com a temática indígena, como Tierra Sagrada, Educación en Resistencia e Mujeres Unidas, produzidos por cineastas do México e dos EUA.
Ao todo, serão 22 trabalhos avaliados por personalidades do cinema latino-americano. Os seminários acadêmicos do festival serão conduzidos pelo pesquisador brasileiro Paulo Antonio Paranaguá e pelo professor espanhol Román Gubern.
“É um ponto de referência na cultura cinematográfica da América Latina”, disse Gubern, em entrevista ao jornal cubano Juventud Rebelde. “Diante da super-oferta de documentários, devido à facilidade de produção com equipamentos digitais, o evento tem a obrigação de ser extremamente seletivo para eleger os participantes mais representativos, incluindo a produção marginalizada, periférica, experimental e transgressora”.
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