Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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Os governos do Brasil e da França definiram hoje (14), um mês antes da Conferência de Mudanças Climáticas promovida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em Copenhague, um plano conjunto que prevê a queda em 50% das emissões de gases do efeito estufa em países desenvolvidos até 2050.

O anúncio foi feito hoje em Paris, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega francês, Nicolas Sarkozy, se reunirem no Palácio do Eliseu para discutir assuntos da mudança climática e da venda de aviões militares franceses ao Brasil.

Essa é a primeira viagem internacional de Lula desde que o governo anunciou ontem o compromisso de reduzir voluntariamente em 39% suas emissões de gases do efeito estufa com base nas previsões para 2020.

“Ninguém quer o impossível, mas apenas o razoável: que deixemos para o futuro um mundo pelo menos igual ao que recebemos”, declarou Lula em entrevista coletiva.

Sarkozy disse que enviará ministros a países africanos, asiáticos e da América do Sul para promover a reunião de Copenhague. Brasil e França também pretendem propor uma espécie de Organização Mundial para o Meio Ambiente, na ONU.

Lula declarou que o documento assinado é “mais que uma declaração de intenções: é uma Bíblia do clima”.

Conferência

Os dois presidentes anunciaram sua participação no evento, programado para acontecer entre 7 e 18 de dezembro, que pretende substituir o Protocolo de Quioto, que em 1997 limitou as emissões de carbono. Lula e Sarkozy também pediram que Estados Unidos e China tomem decisões enérgicas na área.

“Estamos vendo uma tentativa de se criar um 'G20 do clima'. Fiquei com a responsabilidade de falar com o presidente Obama na próxima segunda-feira porque, como maior economia do mundo, é importante que os EUA sejam mais ousados em seu compromisso com o meio ambiente”, anunciou Lula.

Lula e Sarkozy ainda anunciaram que irão tentar ganhar mais suporte para sua iniciativa antes da reunião. Em Paris, o presidente francês elogiou o Brasil por ser “o primeiro pais em desenvolvimento a apresentar propostas” e convocou outras nações a participar do encontro.

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A visita de Lula a Paris, antes de embarcar para Roma, acontece no momento em que as forças armadas analisam diferentes propostas para compras de aviões militares, com os caça Rafale franceses como uma das opções.

Lula partirá ainda hoje para Roma, onde, além de se reunir com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, participará da primeira Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar da FAO (Organização para Alimentação e Agricultura da ONU).

Não é a primeira vez que o governo brasileiro tem apoio francês em suas decisões. A boa relação entre Lula e Sarkozy começou em janeiro deste ano, quando o presidente brasileiro anunciou o “Ano da França no Brasil”. Na mesma visita, o presidente francês concluiu a venda de um submarino ao país.

Mais tarde, quando houve o acidente com o vôo 447 da Air France, que levava passageiros do Rio de Janeiro a Paris, o apoio de Sarkozy se deu na forma não somente logística mas também política.

Agora, Lula tem os caças franceses Rafale entre seus favoritos para compra, em detrimento de norte-americanos e suecos que entram na disputa.

Brasil e França estabelecem acordo sobre emissão de gases

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