Brasil e Caricom devem reforçar ajuda ao Haiti
Brasil e Caricom devem reforçar ajuda ao Haiti
O Brasil assinou nesta segunda-feira (26/4) uma série de convênios bilaterais com os países da Caricom (Comunidade do Caribe), organismo com o qual deve reforçar a ajuda ao Haiti além de criar um mecanismo de consultas frente aos grandes foros globais.
“Garanto que nunca antes na história foram assinados tantos acordos com tantos países em reunião”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao encerrar a primeira cúpula entre o Brasil e os membros da Caricom, realizada em Brasília.
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O encontro, convocado pelo Brasil, contou com autoridades de Antígua, Bahamas, Barbados, o Belize, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, Montserrat, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia, Suriname e Trinidad e Tobago, países que formam a Comunidade do Caribe.
Fernando Bizerra Jr/Efe

Lula reiterou solidariedade ao Haiti e anunciou a criação de um mecanismo de consultas políticas entre o Brasil e a Caricom
Os acordos assinados entre o Brasil e estas nações se referem a cooperação em diversas áreas, entre elas a mudança climática, ciência e tecnologia, saúde, educação e cultura, agricultura, energia, biocombustíveis, turismo, transporte e comércio.
Lula assegurou que esses convênios são fruto do “descobrimento mútuo” do Brasil e dos países da Caricom. O presidente ressaltou que o Caribe tem 17 milhões de habitantes com um PIB de 80 bilhões de dólares por ano, assim como 44% dos votos na OEA (Organização dos Estados Americanos) e 7% dos assentos nas Nações Unidas.
No documento central da cúpula, o Brasil e a Caricom se comprometeram a retomar os contatos para as discussões de um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e os países do Caribe e também a realizar outra reunião em 2012.
Além disso, foi acordada a criação de um mecanismo de consultas políticas permanente para a identificação e promoção de posturas comuns no cenário internacional.
Durante a cúpula também foi anunciada a decisão do Brasil de se transformar em membro pleno do Banco de Desenvolvimento do Caribe, ao que deve aderir sem direito a receber créditos, na qualidade de “sócio doador”.
Os líderes presentes na reunião de Brasília também reiteraram suas demandas em favor de uma reforma das instituições financeiras internacionais “urgente”, assim como das Nações Unidas, a fim de que os países em desenvolvimento tenham “uma maior representatividade” e voz nesses organismos.
Haiti
Sobre o Haiti, além de reiterar sua solidariedade perante o terremoto que devastou a nação em janeiro, o Brasil e os países da Caricom decidiram desenvolver mecanismos de ajuda e cooperação conjunta, com o objetivo de colaborar em sua reconstrução.
Lula lembrou que o Brasil destinou 300 milhões de dólares em auxílio à população do Haiti e afirmou que “é possível ser solidário, respeitando a soberania dos povos”.
O primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerryt, cujo país exerce a presidência rotativa da Comunidade do Caribe, agradeceu a Lula a colaboração do Brasil com essa região, assim como seu papel de “porta-voz destes pequenos Estados insulares” nos fóruns internacionais.
Skerryt também lamentou que Lula “não estará na próxima cúpula” do Brasil com a Caricom, pois entregará o poder no dia primeiro de janeiro ao ganhador das eleições de outubro, ao que o presidente garantiu que, ainda sem estar no Governo e nos próximos encontros, seguirá “na política”.
Antes do começo da cúpula, Lula teve audiências bilaterais com os primeiros-ministros da Jamaica, Bruce Golding, e de Antígua, Winston Baldwin Spencer.
Após o fim do encontro, também recebeu em particular o presidente do Haiti, René Préval, com quem analisou a forma como se desenvolvem os programas de auxílio auspiciados pelo Brasil a essa nação.
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