Bósnias pedem que ONU tire cargo de embaixadora de Angelina Jolie
Bósnias pedem que ONU tire cargo de embaixadora de Angelina Jolie
Um grupo de mulheres vítimas da guerra na Bósnia (1992-1995) pediu que seja retirado de Angelina Jolie o título de embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados. Elas denunciam que o filme dirigido pela atriz ofende seus sentimentos.
Esta é a segunda vez desde outubro que a associação Mulheres Vítimas da Guerra protesta contra o filme de Angelina, o primeiro dirigido por ela. Na época, exigiram a proibição da filmagem na Bósnia, sem sucesso. A presidente da associação, Bakira Hasecic, enviou uma carta a representantes do Acnur em Sarajevo e em Genebra com a solicitação, na qual também pede uma reunião com a atriz, segundo o jornal bósnio Avaz.
A reunião seria para falar do roteiro do filme, já que o grupo suspeita que o longa fale de uma mulher bósnio-muçulmana que se apaixona por seu estuprador sérvio – algo que, para elas, “banalizaria” o drama vivido por muitas mulheres que sofreram agressões sexuais. O roteiro do filme ainda não foi revelado, mas a atriz disse, em agosto, que não tem caráter político e que conta a história de amor de um casal que se conhece antes da guerra.
“A postura de Angelina de deixar de lado as vítimas fala de forma suficiente sobre o roteiro e nos permite continuar suspeitando dele. Insistimos em nos reunir com ela porque não queremos que nos apresente de forma errada no mundo”, diz a carta. “Nossa voz é importante e deveríamos gozar de mais respeito. Angelina cometeu um erro. Não se comportou como uma verdadeira embaixadora da Acnur e consideramos que perdeu a credibilidade para manter o título”.
Justificando a intolerância, a associação bósnia garante que “em um campo de prisioneiros é impossível o amor entre pessoas de etnias diferentes”.
Angelina expressou desejo de se reunir com as mulheres que protestaram contra o filme e afirmou que não era sua intenção ofender os sentimentos dessas pessoas. Em outubro, a federação muçulmano-croata da Bósnia (que forma metade do governo do país) proibiu a filmagem após os protestos da associação. Dias depois, as autoridades voltaram atrás.
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