Bolsas fecham em baixa com indicadores ruins; Bovespa sobe
Bolsas fecham em baixa com indicadores ruins; Bovespa sobe
Os principais mercados financeiros do mundo fecharam em baixa hoje (24), por causa de indicadores econômicos negativos nos EUA e na Europa, especialmente do setor bancário, e da interrupção da alta nas commodities. No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) contrariou a tendência e fechou em alta de 0,76%, com giro financeiro de 5,445 bilhões de reais.
Em Nova York, os índices Dow Jones e o Standard & Poor’s 500 fecharam em baixa, puxados pela divulgação de um índice de gastos do consumidor menor que o esperado. O Dow Jones caiu 0,2%, ou 17,24 pontos, aos 10.433,71. Já o Standard & Poor’s 500 fechou em queda de 0,1%.
De acordo com a agência de notícias Bloomberg, as quedas foram lideradas pelo setor financeiro, com o JPMorgan e o Bank of America registrando baixas a partir de 1,2% cada. A Hewlett-Packard caiu 1,6% após divulgar uma diminuição na venda de computadores. As quedas só foram compensadas pela divulgação de uma previsão do governo mais otimista sobre o próximo índice de desemprego dos EUA.
Mas outros indicadores econômicos divulgados hoje contribuíram para a queda do mercado. A segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, referente ao terceiro trimestre, foi inferior ao esperado. A taxa de crescimento de 2,8% é menor do que os 3,5% informados na primeira prévia. Para piorar, o FDIC (sigla em inglês para o Fundo de Garantia dos EUA) disse que o número de financeiras consideradas “problemáticas” é o maior em 16 anos.
“O mercado acionário está acanhado”, disse o gestor de fundos Michael Holland, da Holland & Co. nova-iorquina. “Tivemos indicações mistas de dados econômicos. Os gastos pessoais não estão bem e o FDIC tem feito comentários sobre os banco problemáticos. São todos lembretes de que ainda estamos no processo de recuperação. Os investidores estão reagindo de acordo com isto”.
Também pesou sobre o setor bancário um relatório da Standard & Poor's que analisa a força do capital das instituições de crédito, usando uma metodologia de proporção de capital de risco ajustado. Segundo o relatório, o suíço UBS e os Allied Irish Banks estavam entre os bancos com a menor proporção de capital de risco ajustado. As ações do UBS caíram 2,00% e as do Allied Irish Banks recuaram 3,7%.
O WestLB, banco controlado pelo Estado alemão, disse que está em negociações intensas com o governo em Berlim sobre o descarregamento de ativos de seu balanço para um chamado “banco ruim”. A notícia gerou um forte aumento na proteção da dívida do WestLB contra um default.
Já as ações do britânico Lloyds Banking Group subiram 2,56%, depois de ter lançado sua maior emissões de direitos para levantar 13,5 bilhões de libras.
Pelo mundo
Depois das altas de ontem, os investidores dos principais mercados acionários da Europa optaram por vender suas ações e realizar lucro. Além da valorização anterior, a revisão do PIB dos Estados Unidos também motivou os investidores a ficar fora do mercado.
O FTSE-100, principal indicador da bolsa de Londres, caiu 0,6%; em Paris, o recuo foi de 0,7%; em Frankfurt, foi de 0,6%; na bolsa de Madri, foi de 0,30%; e na bolsa de Milão, foi de 1,08%.
Após terem subido ontem com a desvalorização do dólar, cotações de commodities e ações de empresas do setor se acomodaram hoje. Os papéis da Xstrata caíram 1,6% e os da Vedanta, que produz cobre na Índia, recuaram 2,7% em Londres, por exemplo.
Na América Latina, a tendência predominante foi de baixa. O índice Merval, da bolsa de Buenos Aires, caiu 0,15%. O pregão do México encerrou em queda de 0,53%; o de Santiago, 0,54%; o de Montevidéu, 0,07%; e o de Caracas, 0,65%. A exceção foi a bolsa de Bogotá, que fechou em alta de 0,43%.
Na China, o órgão regulador do setor bancário fez um alerta sobre “o vigor das posições de capital”, gerando preocupações de que os bancos podem ter de vender ações para levantar capital. Esse movimento de venda continuou nos Estados Unidos, embora em ritmo mais contido do que na Ásia ou na Europa.
No setor de mineração, as ações da companhia devolveram parte dos ganhos obtidos na sessão anterior, com o dólar subindo frente seus principais rivais. As ações da Vedanta Resources caíram 2,65%, as da Randgold Resources recuaram 1,56% e as da Xstrata fecharam em baixa de 1,64%.
“Eu acho que o dólar está fraco principalmente porque os Estados Unidos provavelmente não se opõem a uma moeda fraca. As taxas de juro também estão em níveis mínimos recordes. As ações relacionadas as commodities estavam indo bem com base neste movimento”, disse Ad van Tiggelen, estrategista do ING Investment Management, à agência de notícias britânica Reuters.
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