Bolsas fecham em alta, com exceção de São Paulo e Nova York
Bolsas fecham em alta, com exceção de São Paulo e Nova York
A Bovespa encerrou o pregão de hoje (17) em baixa de 0,29%, aos 60.236 pontos, seguindo a tendência do mercado financeiro nos Estados Unidos. O índice Dow Jones teve leve queda, fechando com déficit de 0,08%, e a Nasdaq, indicador da bolsa eletrônica, teve desvalorização de 0,45%.
Em outros mercados do continente a tendência foi de crescimento, como aconteceu na Bolsa de Santiago, no Chile (0,74%), no México (1,33%) e na Argentina (2,3%), onde o índice Merval completou um ciclo de cinco altas seguidas, atingindo o recorde de 2.017 pontos. A preferência dos investidores no mercado argentino foi pelo setor bancário e de siderurgia.
A queda em algumas bolsas é explicada pela realização de lucros. “Os investidores aproveitaram a tendência de alta dos últimos dias, entraram no mercado financeiro e venderam as ações após a valorização para embolsar os lucros”, disse Rossano Oltramari, chefe de análise da XP Investimentos.
Na avaliação de Oltramani, o fator que estimulou os investidores a correr riscos no mercado é a sequência de boas notícias da macroeconomia, que apontam para uma recuperação. Hoje, foi feita a divulgação semanal do novo número de novos pedidos de seguro desemprego no Brasil, que ficou em 545 mil, abaixo da expectativa de 557 mil.
O movimento do dia somou 6,685 bilhões de reais, acima da média diária de 5,193 bilhões registrada em setembro até ontem, de acordo com dados da Bovespa. Apesar de as bolsas terem fechado em baixa no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado continua forte e houve um fluxo de investimento externo importante, analisa Oltramani.
Bolsas europeias
Os pregões na Europa caminharam na contramão e fecharam em alta. A Bolsa de Londres cresceu 0,78%; Frankfurt, 0,54%; Paris, 0,56%; Madri, 0,21%; e Milão, 0,5%.
As ações dos setores de energia e financeiro foram as mais valorizadas, por conta das expectativas de que a economia global está em ritmo de recuperação.
O segmento bancário apresentou um dos melhores desempenhos do dia, com destaque para Standard Chartered, HSBC, Lloyds, Royal Bank of Scotland, BNP Paribas, Société Générale e Credit Agricole, que subiram entre 0,4% e 4,4%.
“Estamos entrando num período de forte crescimento econômico e há sinais tangíveis de que estamos saindo da recessão”, disse Henk Potts, estrategista de ativos do Barclays Stockbrokers à agência Reuters.
Ásia em alta
Os mercados asiáticos também apresentaram crescimento e atingiram o nível mais alto em 13 meses. A maioria das bolsas foi influenciada pelos resultados de ontem em Wall Street, os bons números da economia dos Estados Unidos e também pela alta do petróleo e dos metais.
O índice Nikkei, de Tóquio, subiu 1,68%, para 10.443 pontos, após o Banco do Japão melhorar sua visão sobre a economia. Hong Kong apresentou 365,59 pontos, ou 1,7%, e encerrou aos 21.768,51 pontos, a maior pontuação desde 11 de agosto de 2008. As Bolsas da China apresentaram a maior alta em cinco semanas. O índice Xangai Composto ganhou 2% e encerrou aos 3.060,26 pontos e o índice Shenzhen Composto subiu 1,9% e terminou aos 1.065,10 pontos.
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