Bolsas da Ásia recuam após PIB chinês não trazer surpresas
Bolsas da Ásia recuam após PIB chinês não trazer surpresas
As bolsas de valores da Ásia terminaram em baixa hoje (22), após dados do crescimento da China oferecerem poucas surpresas, decepcionando os investidores.
Notícias de que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) chinês acelerou no terceiro trimestre para 8,9% na comparação com igual período de 2008 e dados econômicos positivos de setembro, como de produção industrial, não conseguiram inspirar os investidores dos mercados acionários.
O índice de Hong Kong recuou 0,48%, enquanto as ações negociadas em Xangai perderam 0,62%.
“A economia da China decolou, mas está voando com um motor apenas. A recuperação da China tem sido impressionante, mas ela depende muito de investimentos relacionados ao governo, financiados por empréstimos bancários agressivos”, disse à Reuters Brian Jackson, estrategista do Royal Bank of Canada, em Hong Kong.
“Para manter a economia crescendo em um ritmo rápido, precisamos ver uma recuperação mais generalizada.”
O índice Nikkei teve desvalorização de 0,6%, para 10.267 pontos, com exportadores perdendo terreno, já que a força do iene agrava a demanda. Além disso, dados mostrando que as exportações japonesas despencaram 30% em setembro também afetaram a confiança.
A montadora Honda Motor e a gigante do segmento de tecnologia Toshiba contrariaram o desempenho do mercado, após jornais publicarem que ambas estão a caminho de superar as próprias projeções e anunciar lucros operacionais no primeiro semestre.
Em Seul houve declínio de 1,42%, puxado por perdas das principais companhias do setor de tecnologia, incluindo a LG Electronics, após comentários cautelosos sobre perspectivas. A fraqueza de papéis do segmento bancário, como os do Hana Financial, também exerceram pressão no mercado.
As ações da LG Electronics afundaram 4,98%, para 114.500 wons, após a fabricante anunciar na quarta-feira um resultado trimestral acima das expectativas, mas alertar sobre um crescimento mais lento no quarto trimestre
Taiwan retrocedeu 1,21%, registrando a maior queda percentual diária em duas semanas, com investidores realizando lucros depois de recentes ganhos de exportadores de tecnologia, como a Mediatek. Entretanto, as perdas foram limitadas por ações do setor de turismo.
Sydney teve oscilação negativa de 0,53%, tomando fôlego conforme dúvidas sobre a recuperação dos Estados Unidos pressionavam ações com grandes divisões norte-americanas.
Analistas disseram que o fato de o mercado se manter melhor que Wall Street mostra que ainda há uma tendência de alta.
“Significa que o mercado está em ótima forma”, afirmou Michael Hefferman, consultor sênior da Shaw Stockbroking. “Não é realização de lucros. É o mercado tomando fôlego.”
Às 7h52 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne as principais bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 1,30%, para 406 pontos.
Europa
As bolsas européias iniciaram o pregão em baixa, também desanimadas com a falta de novidade nos dados chineses e com o receio da falta de estímulos governamentais, agora que o crescimento foi consolidado. Nem os resultados melhores do que os esperados do Credit Suisse animaram os mercados europeus.
No início do pregão, Frankfurt tinha baixa de 1,68%, aos 5735 pontos e Madri, queda de 183,30 pontos (1,55%), aos 11.693. Paris caia a 1,26%, aos 3.825,19 pontos e Londres, 81,6 pontos (1,55%), aos 5.176,2. Por fim, Milão apresentava baixa de 1,45%, aos 23.826,13 pontos.
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