Sexta-feira, 3 de abril de 2026
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As ações chinesas tiveram mais um dia de recuperação no mercado financeiro nesta quinta-feira (3). Pelo terceiro pregão consecutivo, o índice de Xangai Composto fechou em alta, desta vez de 4,8%, com 2.845,02 pontos, e o indicador Shenzhen Composto subiu 5,5%, encerrando aos 956,69 pontos.

A alta no mercado chinês foi impulsionada principalmente pelas declarações da Comissão Reguladora de Títulos da China (CSRC) de que poderá diminuir o ritmo de IPOs (Ofertas Públicas Iniciais) antes do aniversário de 60 anos da fundação da República Popular da China, em 1º de outubro, o que fez reduzir a preocupação dos investidores sobre liquidez.

Entretanto, analistas ainda estão cautelosos e alguns até desconsideraram essa possibilidade, assinalando que a MCC (Companhia Metalúrgica da China) está em processo de lançar a segunda maior IPO neste ano, e a listagem da oferta é esperada para o fim deste mês.

“A CSRC não vai parar e retomar IPO aleatoriamente, como se fosse um jogo”, disse Xu Yinhui, analista sênior da Guotai Junan Títulos em Xangai, em entrevista à agência de notícias Reuters.

A desvalorização do dólar no mercado internacional fez o yuan se fortalecer. No mercado de balcão, o dólar fechou aos 6,8305 yuans, contra 6,8310 no fechamento de quarta-feira.

Mesmo com o resultado positivo nos últimos três pregões, parte dos investidores chineses acredita que a alta ainda não é significativa a médio e longo prazos. “É basicamente uma recuperação técnica em um mercado fraco”, disse Zheng Weigang, chefe de investimentos da Shanghai Títulos.

“Batalhas de gangorra entre curto e longo prazos continuarão a empurrar o índice para as alturas, como três mil pontos, e vales de 2,6 mil pontos no curto prazo”, completa Weigang.

Pela Ásia



A maior parte das bolsas asiáticas, excluindo o Japão, pegou carona no resultado da China, como a Bolsa de Hong Kong, onde o índice Hang Seng subiu 1,2% e encerrou aos 19.761,68 pontos.

Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, teve nova sessão de ganhos. O índice Taiwan Weighted subiu 0,9% e terminou aos 7.104,65 pontos, liderado pelos setores de plásticos e eletrônicos.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou praticamente estável, após oscilar entre as realizações de lucros nas ações tecnológicas e de montadoras e os ralis nos papéis de bancos. O índice Kospi subiu 0,02% e fechou aos 1.613,53 pontos.

A Bolsa de Cingapura encerrou em alta em linha com a China e outras bolsas regionais. O índice Straits Times subiu 1,1% e fechou aos 2.598,36 pontos.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, avançou 1,8% e fechou aos 665,54 pontos. O resultado foi intensificado com o otimismo sobre o progresso do leilão de licença da tecnologia de telefonia 3G, o que desencadeou compras de ações das três principais teles.

No Japão, queda



A Bolsa de Valores de Tóquio foi exceção de altas no mercado asiático nesta quinta-feira. A preocupação com a valorização do iene continuou afetando as exportações, segundo informações da Dow Jones.

O dólar caiu para 91,94 ienes, nível mais baixo desde 13 de julho, parcialmente por causa dos dados sobre o nível de emprego no setor privado dos Estados Unidos, divulgados ontem, que revelaram que a recuperação da maior economia do mundo pode ser mais lenta que o esperado.

Entretanto, as perdas não foram tão grandes graças às ações de metais não-ferrosos, aproveitando o bom momento da elevação dos preços do ouro.

Com isso, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,64%, aos 10.214,64 pontos. O índice Topix, que reúne todos os valores da primeira sessão, caiu 0,74%, aos 942,77.

Bolsa de Xangai fecha em alta pelo terceiro dia consecutivo

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