Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O governo boliviano pediu hoje (19/8) ajuda para Brasil e Argentina para conter os incêndios iniciados por indígenas e agricultores na Amazônia para ampliar zonas de cultivo. O fogo já consumiu mais de 1,5 milhão de hectares e causa atrasos e suspensões de voos em várias cidades.

“É um desastre ambiental. Temos seis incêndios florestais com uma altura de 50 metros, que estão aumentando. Como país, não temos as condições para apagar incêndios florestais que são graves”, disse o diretor geral de assuntos florestais do Ministério do Meio Ambiente boliviano, Weimar Becerra, à rádio Erbol.

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Becerra explicou que espera apoio brasileiro para combater os incêndios no norte do departamento de La Paz e nas regiões amazônicas de Beni e Pando, enquanto a ajuda argentina seria aproveitada no departamento de Santa Cruz, no leste, e no sul do país. Segundo as autoridades bolivianas, os focos de incêndio passaram de 17 mil para 24.961 em menos de três dias nesta semana. 

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O governo de Santa Cruz declarou estado de emergência no departamento, um dos mais afetados pelos incêndios. Pelo menos 60 casas foram arrasadas pelo fogo em áreas rurais de Santa Cruz. Hoje, a fumaça provocou a suspensão dos voos no aeroporto El Trompillo, na cidade que dá nome ao departamento.

Outros sete aeroportos em Pando e Beni foram fechados por causa da baixa visibilidade provocada pela presença da fumaça, que também causa problemas de saúde. O governo de Pando analisa declarar estado de emergência, onde o fogo devastou dez mil hectares e ameaça a reserva florestal de Manuripi.

O governador, Luis Flores, pediu esforços fo governo e sugeriu que sejam criados grupos de voluntários para apagar os incêndios. “Espero que as forças armadas passe a integrar esse esforço conjunto e ajudem a acabar com esse problema”, afirmou, segundo a ABI (Agência Boliviana de Informação).

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Bolívia pede ajuda a Brasil e Argentina para conter incêndios na Amazônia

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