Domingo, 3 de maio de 2026
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O embaixador da Bolívia nas Nações Unidas, Pablo Solón, solicitou formalmente neste domingo (11/7) à entidade internacional que o acesso à água seja declarado como direito humano irrevogável.

De acordo com Solón, a falta de acesso à água potável e serviços de saneamento de qualidade provoca a morte de uma criança a cada oito segundos, a mais alta taxa de letalidade das patologias no planeta.

Para ele, o fato de a água não estar listada entre os direitos humanos obrigatórios tem permitido que as decisões políticas relacionadas ao tema sejam tratadas por instituições que não respondem aos Estados membros da ONU e não se aderem a suas normas. Portanto, “é muito importante que muitos Estados contribuam com esta resolução e que ela seja aprovada com a linguagem clara”, disse o embaixador.

A proposta boliviana faz parte de uma das medidas solicitadas na carta de motivos da I Conferência Mundial de Povos e Direitos da Mãe Terra, que aconteceu em abril na cidade de Cochabamba, na Bolívia.

O jornal boliviano Los Tiempos afirma que a solicitação lembra que quando se escreveu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, ninguém podia prever no dia no qual a água seria uma área de dificuldade, mas que agora não é um exagero dizer que a falta de acesso à água limpa é a maior violação aos direitos humanos no mundo.

“O mundo precisa de um sinal claro que mostre que a água é um assunto prioritário”, disse Solón.

Em seu pedido, o embaixador lembra ainda que de acordo com previsões científicas, em 2030 a demanda global de água excederá em 40% a oferta disponível, portanto, “a declaração do recurso como direito irrevogável é uma medida que deve ser tomada com urgência”, disse.

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Bolívia pede a ONU que declare a água como direito humano

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