Domingo, 5 de abril de 2026
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Enquanto os presidentes Barack Obama e Evo Morales não conseguem retomar as desgastadas relações diplomáticas, o governo boliviano tomou mais um passo rumo ao afastamento entre os dois países. O país andino solicitou o fechamento de dois programas de justiça e fortalecimento da democracia financiados pela Usaid (agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional).

“Falei com o ministro do Planejamento do Desenvolvimento [Noel Aguirre], ele ficou responsável de enviar a carta” pedindo o fim dos dois projetos, que custam 14 milhões de dólares ao governo americano, até o dia 25 de novembro, disse ao jornal La Razón o ministro de assuntos exteriores David Choquehuanca.

O chanceler afirmou também que os governos da Bolívia e dos Estados Unidos estavam em processo de negociação sobre a cooperação da Usaid e que “há vários outros programas” sujeitos a uma avaliação. Apesar disso, essas mesmas fontes deram garantia de que outros onze programas de caráter social serão mantidos sem alterações.

Quatro porta-vozes da Usaid confirmaram que os projetos de CIJ (Centros Integrados de Justiça) e Fidem (Fortalecimento de Instituições Democráticas) “devem preparar seus balanços de fim de operações”, segundo informações do La Prensa.

Aguirre, ministro do planejamento, disse ter enviado uma carta à Usaid no início de agosto com o propósito de empreender um “processo de reordenamento em relação a toda a cooperação com os Estados Unidos».

Relação estremecida

A Embaixada dos Estados Unidos na Bolívia declarou que “está comprometida desde maio com um diálogo mais amplo, já em andamento, com o governo da Bolívia”, e que um dos temas da discussão é a cooperação internacional.

Usaid financia há cinco anos o funcionamento de 13 centros de justiça em alguns locais de La Paz, Cochabamba (centro) e Santa Cruz (este), onde é oferecida assistência legal gratuita a população. Onze dos 13 centros passaram à administração do governo em maio desse ano.

Em novembro do ano passado, Morales determinou a saída da DEA do território boliviano, acusando-a de apoiar financeiramente uma tentativa de golpe. A relação entre os dois países estava estremecida desde setembro, quando a Bolívia expulsou o embaixador norte-americano Philip Goldberg, acusado de conspirar contra o governo. Em resposta, os Estados Unidos expulsaram o embaixador boliviano, Gustavo Guzmán. Desde então, as embaixadas estão vazias. Morales também acusou a CIA de conspirar contra as políticas energéticas.

Bolívia fecha programas de justiça financiados pelos Estados Unidos

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