Bolívia expropria terras improdutivas próximas da fronteira brasileira
Bolívia expropria terras improdutivas próximas da fronteira brasileira
O governo boliviano expropriou 2.800 hectares de terras pertencentes ao empresário Osvaldo Monasterios, proprietário da emissora de televisão Unitel na sexta-feira (18). De acordo com o diretor do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Inra), Juan Carlos Rojas, a decisão foi tomada porque as terras em questão “não cumprem sua função social”.
Em entrevista à ABI (Agência Boliviana de Informação), Rojas contou que, dos terrenos confiscados, 2.356 hectares faziam parte da Estância La Encrucijada e o restante pertencia à Estância El Encanto. As duas propriedades tinham sido transferidas a terceiros, que já foram notificados da decisão.
Monaterios possui mais de 56 mil hectares em 13 imóveis na região oriental de Santa Cruz. Alguns deles estão nas imediações de Mutún, local próximo à fronteira com o Brasil. Na região, estão localizadas as maiores jazidas de ferro do mundo.
Segundo o vice-ministro de Terras, Alejandro Almaraz, “não se permitirá que se sigam cometendo fraudes” e as terras serão entregues a camponeses, como ocorreu com a Fazenda Yasminka, expropriada da irmã de um ex-dirigente cívico, Branko Marinkovic.
Em 2008, Marinkovic presidiu o comitê cívico de Santa Cruz, que é propulsor da demanda oposicionista por autonomia departamental. Esse movimento oposicionista foi apoiado pela Unitel, de Monasterios.
A legislação exige que os empresários agrícolas e criadores de gado bolivianos tenham suas terras em produção permanente, cumprindo uma “Função Econômica e Social” (FES). Caso contrário, o Estado pode expropriá-las e distribuí-las para camponeses e indígenas.
O governo afirmou que repartirá essas terras nas próximas semanas com as comunidades camponesas do local, próximo à fronteira com o Brasil.
Esta é a região boliviana de Mutún, próxima ao Brasil:
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