Sábado, 16 de maio de 2026
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O governo boliviano descartou nesta quarta-feira (8/12) que a Argentina deixe de comprar gás natural do país após o anúncio da descoberta de grandes reservas do combustível na província de Neuquén.

O vice-presidente Álvaro García Linera assegurou em entrevista coletiva em La Paz que a descoberta de gás não convencional na Argentina “não afeta o papel que a Bolívia tem de centro energético do continente”.

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“Há um contrato entre os Governos que estabelece volumes mínimos que devem ser pagos. Isso garante uma estrutura de receita ao Estado de maneira estável nas décadas seguintes”, acrescentou.

A companhia petrolífera argentina YPF, filial da espanhola Repsol, confirmou na terça-feira o descobrimento de uma jazida de 4,5 trilhões de pés cúbicos de gás não convencional.

A descoberta amplia de 6 para 16 anos as reservas da empresa, que serão exploradas com a Vale do Rio Doce com um investimento de US$ 5 bilhões.

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Fernando Vincenti, disse há uma semana, antes do anúncio oficial na Argentina, que o país ainda não tem possibilidade de “substituir ou de prescindir do gás boliviano”.

Vicenti explicou que os custos de exploração do gás não convencional fazem com que a descoberta não seja “competitiva” com o boliviano, pelo menos por 10 ou 15 anos.

A Bolívia prevê aumentar em 35% as exportações de gás ao mercado argentino, de 5 para 7,7 milhões de metros cúbicos diários, e em 2026 chegar a 27,7 milhões, segundo um acordo assinado pela YPFB e a estatal argentina Enarsa.

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Bolívia diz que Argentina não deixará de comprar gás do país

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