Bolívia condena pela primeira vez funcionário público por corrupção
Bolívia condena pela primeira vez funcionário público por corrupção
A Justiça da Bolívia condenou nesta sexta-feira (16/7) pela primeira vez um funcionário público por corrupção através da lei que estabelece penalidades por atos irregulares na administração do país.
Marcelino Díaz Ramos – ex-prefeito de Ocurí, no departamento de Potosí, e militante do governista MAS (Movimento ao Socialismo) – foi condenando a 12 anos de prisão por descumprimento de deveres, conduta antieconômica e desvio de verbas em 2005, 2006 e 2007.
A acusação era de que Díaz Ramos cobrou 10% do custo da construção de uma ponte para a concessão da obra, além de cometer irregularidades na compra de 20 máquinas de escrever e cobrar salários de trabalhadores fantasmas.
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Dois dos principais colaboradores do ex-prefeito, Francisco Huaranca e Adrián Marca, foram condenados pelas mesmas improbidades a 10 e cinco anos de prisão, respectivamente.
O caso é o primeiro a ser julgado de acordo com a lei Marcelo Quiroga Santa Cruz, aprovada em março deste ano, que define procedimentos judiciais para investigar e punir crimes contra o patrimônio público de maneira retroativa. A norma também criou instituições estatais para combater a corrupção. O nome é uma homenagem a uma das vítimas da ditadura militar boliviana, assassinada em 1980.
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