Domingo, 3 de maio de 2026
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A primeira bispa luterana, a alemã Maria Jepsen, acusada de ocultar um caso de abuso sexual à crianças por parte de um sacerdote, em 1999, anunciou que está deixando o cargo em entrevista coletiva nesta sexta-feira (16/7).

Jepsen foi eleita em 1992 como bispa de Hamburgo, a primeira mulher no mundo a ocupar este cargo na Igreja Luterana. Em maio deste ano, ela foi acusada de ocultar um caso de pedofilia em 1999, em Ahrensburg, norte da Alemanha

EFE



A bispa luterana Maria Jespen: primeiro grande caso de  pedofilia não-católico

Segundo a denúncia, feita por uma antiga colaboradora e a irmã de um dos menores, Jepsen transferiu o sacerdote Dieter K., acusado do crime, para um reformatório em Schleswig; onde trabalhou como professor de Religião em uma escola local, sem que seus diretores fossem informados dos antecedentes do religioso.

Este é o primeiro caso de peso envolvendo outra igreja cristã que não a católica. Em abril, autoridades eclesiásticas católicas na Alemanha criaram um serviço de “disque-denúncia” para receber queixas contra abusos sexuais e atos obscenos cometidos por religiosos. Em um único dia, o sistema recebeu mais de 4 mil ligações e entrou em colapso.

Na quinta-feira (15/7), o Vaticano divulgou normas mais severas para combater os abusos sexuais praticados por clérigos contra menores. Entre elas está o aumento da pena de 10 para 20 anos para esse crime. Membros da Igreja Católica serão punidos por aquisição, posse e divulgação de imagens pornográficas para adolescentes menores de 14 anos, independentemente do meio pelo qual o façam.

 

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Bispa luterana renuncia após ocultar pedofilia na Alemanha

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