Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou ontem (24/11) ter os números necessários para continuar no cargo, embora tenha admitido que se “não for possível governar”, o país poderá ter eleições antecipadas.

  

Embora tenha dito e demonstrado ter os números para seguir em frente, Berlusconi afirmou nesta quarta-feira que, “se não for possível governar, iremos ao chefe de Estado [Giorgio Napolitano], com a maioria das duas Câmaras [Senado e Deputados] e pediremos o retorno dos eleitores”.

  

A declaração reabre as discussões na Itália sobre o futuro político do país, em meio a tensões entre Berlusconi e seu ex-aliado Gianfranco Fini, atual titular da Câmara.

  

Anteriormente, o premier já havia dito que “se [o governo] obtiver a confiança [no Parlamento], continuaremos trabalhando. Se não a tivermos, iremos a uma votação”.

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Moção de desconfiança

  

Há mais de uma semana, os opositores Partido Democrata (PD) e Itália dos Valores (IDV) apresentaram na Câmara dos Deputados uma moção de desconfiança contra o atual governo, que será votada em 14 de dezembro.

  

A data da análise foi decidida na reunião realizada recentemente entre Fini, o titular do Senado, Renato Schifani, e Napolitano. No mesmo dia, os senadores analisarão, por outro lado, uma moção de confiança ao premier.

  

A proposta de analisar as moções em dezembro foi feita pelo presidente da Itália, que pediu que antes fosse aprovado o orçamento de 2011, diante de uma eventual crise que possa levar às eleições antecipadas.

  

Berlusconi terminará seu mandato em 2013. Contudo, após divergências com Fini, ele perdeu a maioria absoluta que detinha no Parlamento, o que pode influenciar na aprovação de suas políticas de governo e reformas que pretende empreender nos próximos anos.

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