Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, minimizou hoje (03/12) a importância e as novidades que apontam os documentos diplomáticos norte-americanos difundidos pelo Wikileaks ao sustentar que contém apenas “noticias retiradas da imprensa”.

  

Os documentos seriam “comunicações por parte das embaixadas” norte-americanas no mundo “para os seus escritórios centrais, e os funcionários que operam localmente querem mostrar que estão informados e que têm fontes de alto nível, mas muitas vezes pegam as notícias da imprensa” e as inserem nos relatórios confidenciais, disse o premier em uma coletiva de imprensa em Sochi, na Rússia, onde realiza uma visita oficial.

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Trata-se de “um grave infortúnio” que não altera as relações entre os países, afirmou Berlusconi ao lado do presidente russo, Dmitri Medvedev. São julgamentos “que certamente incomodam”, porém “não precisa dar grande importância” a eles, opinou ele.

  

“Nós não somos paranóicos, não ligamos as relações com a Itália a informações indiscretas que são muito simbólicas: demonstram o cinismo que prevalece nas avaliações da política externa dos Estados Unidos”, comentou o presidente russo.

  

“Estes comentários quando se tornam públicos, podem danificar a política externa e as relações bilaterais”, destacou Medvedev.

  

Muitos documentos incluem críticas e julgamentos depreciativos sobre governantes, incluindo alguns de nações aliadas de Washington, o que obrigou a Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, a dar explicações e pedir desculpas.

  

Berlusconi foi recebido hoje pelo chefe do Executivo da Rússia em Sochi, onde realizaram uma reunião para discutir questões bilaterais. O premier italiano destacou sua relação com Medvedev, que é “de sincera estima e profunda amizade”.

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Berlusconi minimiza relevância de divulgação de documentos dos EUA

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